Quem conhece essa investigação do STF contra o advogado Willer Tomaz e suas supostas conexões com o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, diz que, a pretexto de fustigar o adversário de Lula, os investigadores da Polícia Federal vão acabar chegando em aliados do presidente petista, como Davi Alcolumbre, o chefe do Senado, e em boa parte do Judiciário amigo do petismo.
Willer Tomaz tem relações com políticos de ambos os campos ideológicos da polarização, tem como sócio um ex-ministro de Dilma Rousseff, o advogado Eugênio Aragão, que chegou a ser defensor do próprio Lula, e também é próximo de caciques do centrão. As relações de Willer com Flávio e metade do Senado e da Câmara são conhecidas, envolvem diferentes interesses até hoje não bem explicados, mas não são as únicas relações que deveriam chamar a atenção dos investigadores.
Enquanto a PF conduz uma investigação relâmpago para tentar chegar a fatos comprometedores ao bolsonarismo, a corporação se recusa a investigar as denúncias de pagamento de propina de 30 milhões de reais por Daniel Vorcaro ao filme de Lula e ao Instituto Lula, como o banqueiro revelou em um anexo de sua delação ignorada tanto pela PF quanto pela PGR.
Continua após a publicidade Na edição que chegou aos assinantes nesta sexta, VEJA também revela mensagens sobre a compra de um uísque de 500.000 reais para Lula, algo que a PF também não fez questão de apurar, dado que tem as mensagens desde novembro de 2025 e nada fez com as evidências.
Segundo Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha a quem Lula chamou de “pilantra”, a PF também fecha os olhos para as evidências contra o filho do presidente Lula e tem evitado investigar as denúncias de tráfico de influência que envolvem o presidente da República, ministros do governo petista e contratos bilionários firmados com empresas que teriam contratado Lulinha para abrir portas na máquina federal.
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