A cinco dias do segundo turno, 7% dos eleitores brasileiros afirmam que ainda não definiram o voto para presidente, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20 de outubro).
Projetado sobre o eleitorado nacional, o percentual equivale a aproximadamente 11,1 milhões de pessoas, um contingente que dimensiona a disputa das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na reta final.
O cálculo considera os 158.745.463 eleitores aptos a votar, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trata-se de uma estimativa sobre o total de eleitores cadastrados, sem descontar a abstenção.
Portanto, esse número não representa votos garantidos para nenhum dos candidatos.
Enquanto 7% dizem não ter definido a escolha, 93% afirmam que o voto está decidido.
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Empate no limite da margem
Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 52%, ante 48% de Lula.
A diferença de quatro pontos configura empate técnico no limite da margem de erro informada pelo instituto, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Considerados esses limites, Flávio pode oscilar de 50% a 54%, enquanto Lula varia de 46% a 50%. Os intervalos se encontram em 50%.
Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio registra 48% e Lula, 45%. Brancos e nulos somam 5%, e outros 2% não souberam ou não responderam.
Já na espontânea, sem apresentação dos nomes, Flávio tem 47%, contra 44% de Lula. Brancos e nulos são 5%, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
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Voto indefinido não é o mesmo que indecisão na estimulada
Os 7% que ainda não consideram o voto definido não devem ser confundidos com os 2% que não apontaram uma escolha na pergunta estimulada.
Um entrevistado pode indicar preferência por um candidato e, ao mesmo tempo, admitir que sua decisão ainda pode mudar.
Assim, o levantamento identifica tanto a intenção de voto quanto o grau de firmeza dessa escolha.
Por isso, os cerca de 11,1 milhões de eleitores não formam um bloco disponível integralmente para uma das campanhas. Além da possibilidade de mudança de candidato, há quem possa deixar de comparecer às urnas, votar em branco ou anular.
Possibilidade de mudança
Entre os eleitores de Flávio, 2% afirmam que podem mudar para Lula, 4% dizem que dificilmente mudariam e 94% declaram que não trocariam o voto de jeito nenhum.
Entre os eleitores de Lula, 3% admitem mudar para Flávio, 7% dizem que dificilmente mudariam e 90% afirmam que não alterariam a escolha de jeito nenhum.
Esses percentuais se referem ao eleitorado de cada candidato, e não ao conjunto dos entrevistados.
O relatório não apresenta margens de erro específicas para esses dois grupos, o que recomenda cautela na comparação das diferenças.
Como foi feita a pesquisa
A Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores entre 15 e 19 de outubro, por telefone, com entrevistadores humanos. Portanto, a pesquisa não contemplou a opinião de voto após o debate de domingo na Band.
A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça eleitoral sob BR-02952/2026. O segundo turno será realizado no domingo, 25 de outubro.
Fotos: Ricardo Stuckert e Mateus Vitor Fernandes/PL O post Pesquisa aponta 11,1 milhões de votos querendo um presidente apareceu primeiro em BNC Amazonas, o site de política!.
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