Pequeno amassado pode desvalorizar o carro na hora da revenda

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Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

Uma batida de porta no estacionamento, uma bola que acerta a lataria enquanto crianças brincam ou até a queda de uma fruta sobre o teto. Pequenos amassados fazem parte da rotina de quem tem carro, mas a maneira de reparar esses danos pode fazer diferença na hora de vender o veículo.

Embora pareçam problemas apenas estéticos, intervenções mal escolhidas podem comprometer a originalidade da pintura e influenciar a avaliação do automóvel. Em alguns casos, um reparo simples pode acabar gerando um prejuízo maior do que o esperado.

O cuidado ganha importância em um mercado no qual os brasileiros permanecem mais tempo com o mesmo veículo. Segundo o Sindipeças, a idade média da frota circulante chegou a 11 anos em 2025.

Entre os automóveis, o índice alcançou 11 anos e cinco meses. @@NOTICIAS_RELACIONADAS@@

Originalidade Uma das alternativas para reparar pequenos danos na lataria é o “martelinho de ouro“, técnica que permite recuperar a forma original da chapa sem precisar recorrer à massa e à repintura, desde que a pintura esteja preservada e as condições do amassado permitam esse tipo de intervenção.

Segundo João Ricardo Chamone Maciel, especialista na técnica, muitos motoristas ainda recorrem diretamente à funilaria tradicional sem considerar outras possibilidades. “Muita gente acredita que qualquer amassado exige pintura.

Só que, quando a tinta não foi danificada, é possível recuperar a peça sem massa e sem repintura. O carro mantém o padrão original de fábrica”, explica.

A diferença pode aparecer na avaliação de um seminovo. Mesmo quando a repintura apresenta bom acabamento, ela pode ser identificada por compradores e profissionais do mercado, tornando-se um ponto de atenção durante a negociação.

Avaliação Outro recurso utilizado na compra e venda de usados é o laudo cautelar.

A inspeção verifica itens como identificação do veículo, sinais de reparos, possíveis alterações estruturais e histórico de avarias. Dependendo do tipo de intervenção, uma repintura pode ser identificada durante a análise.

Isso não significa que toda peça repintada desvalorize automaticamente o automóvel. O impacto depende da extensão do reparo, da localização do dano, da qualidade do serviço e das condições gerais do veículo.

Intervenções estruturais, por exemplo, exigem atenção muito maior do que reparos exclusivamente estéticos. “Hoje, o comprador busca mais segurança antes de fechar negócio.

O laudo cautelar consegue apontar alterações que muitas vezes passam despercebidas visualmente”, afirma João. Custo

Além da preservação da pintura, o tempo de execução também pode pesar na escolha. Enquanto alguns serviços tradicionais exigem que o carro fique parado por dias, reparos com martelinho de ouro podem ser concluídos em poucas horas, dependendo da complexidade do dano.

Para o administrador e especialista em finanças Renan Conrado Frigo, a conservação do veículo também deve ser considerada sob a perspectiva patrimonial. “O carro deixou de ser um bem de troca rápida para muitas famílias.

Hoje, conservar o veículo influencia liquidez, patrimônio e poder de negociação”, avalia. A recomendação, portanto, é não tratar todo amassado da mesma maneira.

Antes de autorizar um reparo, vale avaliar a extensão do dano e procurar um profissional qualificado para identificar a técnica mais adequada. Preservar a pintura original, quando possível, pode representar não apenas um ganho estético, mas também um diferencial na hora de negociar o automóvel.

Publicação Original Folha de Pernambuco folhape.com.br
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