Peixe-leão: quase mil animais venenosos são capturados na BahiaReprodução / Pexels Originário dos oceanos Índico e Pacífico, o peixe-leão (Pterois volitans) é uma espécie invasora que se espalhou rapidamente pelo litoral do Norte e Nordeste do Brasil. O animal chama a atenção pelas listras vermelhas e alaranjadas e por suas nadadeiras exuberantes, mas representa um sério risco à saúde pública e ao equilíbrio ecológico marinho.
A espécie possui 18 espinhos venenosos espalhados pelo corpo que injetam toxinas nocivas à saúde humana. Ao perfurar a pele, o veneno provoca dor imediata e intensa, inchaço, vermelhidão, febre, náuseas, vômitos e diarreia.
Embora fatalidades diretas sejam raras, as complicações podem ser graves e levar a convulsões, paradas cardíacas ou desmaios, a exemplo de um pescador no Ceará que precisou de internação hospitalar após pisar em um exemplar. Além disso, mesmo quando o peixe-leão é encontrado morto, seus espinhos permanecem carregados de veneno e continuam oferecendo perigo de envenenamento ao toque.
Caso ocorra uma picada, a primeira atitude é sair imediatamente da água para prevenir o risco de afogamento decorrente da dor severa ou do mal-estar. Em seguida, o local afetado deve ser lavado com água corrente.
A principal medida de primeiros socorros é imergir a região atingida ou aplicar uma compressa de água quente suportável, pois a temperatura elevada ajuda a inativar a toxina e a diminuir a dor. Especialistas alertam para nunca fazer torniquete, não cortar a pele e não tentar sugar o veneno, devendo a vítima procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital mais próximo sem demora.
Para orientação toxicológica urgente e suporte a acidentes com animais peçonhentos, o Núcleo de Assistência Toxicológica do Instituto Doutor José Frota (IJF/Nuatox) disponibiliza atendimento especializado. As orientações dos órgãos ambientais indicam que banhistas e turistas jamais devem tocar, tentar acuar ou capturar o animal por conta própria, visto que ele é territorialista e não costuma fugir da presença humana.
Já para os pescadores e mergulhadores capacitados que realizem a captura, as normas do Ibama e os alertas do ICMBio proíbem estritamente a devolução do peixe vivo ao oceano.Em caso de avistamento ou captura do invasor, a população deve registrar o local e a data e notificar o Ibama pelo telefone gratuito 0800 61 8080 ou pelo sistema SIMAF, além de avisar o ICMBio e as secretarias locais de meio ambiente para reforçar o monitoramento da fauna.
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