Os resultados negativos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira não se limitam à tendência de piora na intenção de voto e na aprovação ao governo. Dentro da seara econômica, a pesquisa mostra que o percentual de brasileiros que se dizem endividados voltou aos mesmos números de maio, mês em que o petista lançou o Desenrola 2.0 para apaziguar o problema.
Chama atenção o resultado idêntico lá e cá, após meses de melhora. Hoje, depois do aumento de seis pontos em relação ao mês passado, 28% afirmam ter muitas dívidas, e 27% alegam não ter nenhuma. As duas respostas vinham se mantendo afastadas desde junho, na esteira da renegociação promovida pelo programa do governo, mas voltaram a se cruzar.
Outros 44% apontam que têm poucas dívidas. O percentual é tecnicamente igual ao registrado em maio, 45%. Na prática, portanto, a soma dos que relatam algum nível de endividamento atualmente é de 72%. A baixa percepção de melhora econômica ajuda a pintar um cenário ruim para Lula na pesquisa. A desaprovação ao governo é agora de 50%, contra 43% que aprovam a gestão. O saldo era de um ponto positivo no início de agosto, mas passou a ser de sete negativos.
No cenário eleitoral, o petista registra o pior desempenho contra Flávio Bolsonaro (PL) desde abril na simulação de segundo turno. Ambos marcam 41%.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-01720/2026.
O Globo