Da sexta-feira ensolarada ao final de semana e o feriado chuvosos, do punch infalível dos Foo Fighters, no Palco Mundo à catarse nostálgica do Roupa Nova, no Sunset, passando pela mistura de metal, eletrônica e pop dos britânicos do Bring Me the Horizon, o magnetismo do BaianaSystem e a pista ao ar livre armada pelo DJ escocês Calvin Harris, o público que passou pela Cidade do Rock, na Zona Sudoeste do Rio, viveu de tudo um pouco nos primeiros dias do Rock in Rio 2026. Notas dos críticos do GLOBO: Veja o ranking dos shows do primeiro fim de semana no Rock in Rio O SEU ROCK IN RIO: MONTE O SEU LINE-UP IDEAL EM JOGO INTERATIVO E foi só o começo. A festa retoma esta semana com atrações como o K-pop de NEXZ, Hwasa e Stray Kids na volta dos trabalhos, na sexta-feira; J Balvin, Demi Lovato e Maroon 5 no sábado; e Ivete Sangalo, Zara Larsson e Twenty One Pilots fechando a programação, no domingo. Em sua 11ª edição carioca, o festival fez jus às raízes da estreia, em 1985. Atrações como Black Eyed Peas e Nelly foram assistidas do gramado sob uma chuva insistente (apenas a lama do passado não se fez presente, substituída pelas poças no piso de cimento e no gramado sintético da estrutura atual). No Palco Mundo, as atenções se voltaram não apenas para os artistas e bandas que se apresentaram nos primeiros quatro dias, mas para o que estava à sua volta. Uma das novidades desta edição, o telão de LED de 2.400m que ocupou totalmente a frente do palco foi uma atração à parte, mesclando efeitos digitais a imagens dos shows exibidas nos 24m de largura por 16m de altura da superfície. A chuva no show do BaianaSystem Guito Moreto/Agência O Globo Na abertura, nem todas as atrações exploraram todas as possibilidades do telão, à exceção dos Foo Fighters, que empolgaram o público também pela parte gráfica. Nos dias posteriores, Sepultura, o americano Machine Gun Kelly e o Barão Vermelho se destacaram no uso criativo do recurso — a banda carioca, que reuniu os integrantes originais Roberto Frejat (guitarra e voz), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria), promoveu um “dueto” com Cazuza (1958 — 1990), a partir dos registros do show do grupo no Rock in Rio de 1985. Rock in Rio 2026 Marcelo Theobald/Agência O Globo O Palco Sunset teve momentos marcantes com o hardcore do Black Pantera (sábado), BaianaSystem (anteontem), em sua terceira passagem pelo palco, e a multidão cantando os sucessos atemporais do Roupa Nova e do convidado Guilherme Arantes, ontem — em noite que, além da islandesa Laufey, de 27 anos, também teria a presença dos veteranos Gilberto Gil e Elton John no Palco Mundo. — Não poderíamos estar mais contentes. Mesmo a chuva trouxe um toque de emoção, algo histórico. Tivemos uma diversidade de públicos muito bacana, com dois dias dedicados ao rock, com shows de tirar o fôlego, como Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Bring me the Horizon, o Sepultura se despedindo no Rock in Rio — avalia Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, empresa responsável pelo festival. — Outros momentos também, como o Black Eyed Peas debaixo de chuva, sem ninguém arredar pé; Calvin Harris, o Péricles cantando Motown. E, obviamente, com o festival tendo a honra de receber um show do Elton John, com uma turnê de despedida que já estava encerrada.
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Rock in Rio 2026: primeiros dias são marcados por chuva, telão hi-tech e diversidade de público
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O Globo
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