‘Paraguai, Brasil, EUA e Israel confirmam abalo sobre a ultradireita’, avalia Rogério Correia

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) comentou a crise política no Paraguai após a renúncia do presidente direitista Santiago Peña, nesta quinta-feira (5), e relacionou o episódio ao cenário de dificuldades enfrentado por forças da direita no Brasil e no exterior. “Não sobrou nada para os bolsonaristas.

O frágil mundinho deles está completamente abalado. Depois das derrotas da ultradireita no Brasil, Israel e EUA, o tempo fechou na ‘Suíça das Américas’ da direita.

Força aos paraguaios!”, acrescentou.  A manifestação do parlamentar ocorreu em meio à turbulência que atingiu o governo paraguaio.

Santiago Peña anunciou sua renúncia. O Congresso barrou um processo de impeachment.

O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana (ANR), de 52 anos, assumirá a Presidência. O episódio que desencadeou a crise envolve o Ueno Bank, instituição financeira que atendia aproximadamente 3 milhões de clientes e administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos. 

A crise também provocou uma divisão no Congresso. A Câmara aprovou por unanimidade, com 78 votos, o prosseguimento do processo de impeachment contra Peña, encaminhando a acusação ao Senado.

Na mesma sessão, os deputados rejeitaram, por 48 votos a 30, o pedido de afastamento do vice-presidente Pedro Alliana. Banco Ueno está no centro do escândalo

O Banco Central paraguaio assumiu o controle do Ueno Bank após identificar problemas graves nos indicadores de solvência. A intervenção suspendeu operações e impediu que correntistas movimentassem seus recursos. 

Entre os afetados estão aposentados e beneficiários de fundos previdenciários que recebiam pagamentos por meio da instituição. A situação provocou manifestações em Assunção e ampliou a pressão sobre o governo.

O caso ganhou dimensão política porque Peña manteve participação societária no grupo controlador do banco até março de 2025. A oposição questionou a relação entre o governo e a instituição financeira e cobrou explicações sobre a fiscalização das operações.

As investigações também alcançaram dirigentes do banco. O Ministério Público determinou a prisão de oito pessoas ligadas à instituição, enquanto o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, deixou o cargo em meio às críticas sobre a supervisão do Ueno.

Pedro Alliana deve assumir a Presidência Com a saída de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o comando do Paraguai, conforme as regras constitucionais de sucessão.

A rejeição do pedido de impeachment contra ele na Câmara abriu caminho para sua chegada à Presidência. A mudança ocorre em um momento de questionamentos sobre a condução da crise financeira e as relações entre autoridades públicas e o grupo controlador do Ueno.

Alliana também enfrentou acusações da oposição relacionadas à atuação política do governo diante dos problemas da instituição. A crise paraguaia passou a integrar o debate político brasileiro depois da manifestação de Rogério Correia.

Ao associar o episódio aos acontecimentos recentes no Brasil, em Israel e nos Estados Unidos, o parlamentar apresentou a situação do país vizinho como parte de um contexto internacional de dificuldades para setores da direita. A renúncia de Peña, a tramitação do impeachment e a intervenção no Ueno colocaram em evidência os impactos políticos e institucionais do escândalo financeiro no Paraguai.

Cenário ruim para a direita Em sua postagem, Correia citou as derrotas da “ultradireita no Brasil, Israel e EUA”. Entre os eleitores brasileiros, o presidente Lula (PT) derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) por 51,79% (64 milhões) a 48,21% (59 milhões) no dia 25 de outubro, quando ocorreu o segundo turno da eleição presidencial. O presidente estadunidense, Donald Trump, atacou as urnas brasileiras e sugeriu que houve fraudes na apuração dos votos.

Nos EUA, os números apontaram 54 cadeiras para o Partido Democrata no Senado e 44 para o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, que representa a extrema direita estadunidense. Na Câmara dos Representantes são 247 para os democratas e 153 para os republicanos – a atualização das estatísticas oficiais estão em andamento.

As eleições aconteceram na última terça-feira (3).  Em Israel, o Comitê Central Eleitoral do país concluiu a apuração de 100% dos votos após cerca de três dias, confirmando que nenhum dos blocos políticos alcançou maioria parlamentar.

O Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, terminou na primeira posição, com aproximadamente 20% dos votos, seguido pela coalizão de oposição liderada pelo general Gadi Eisenkot. Os partidos árabes também registraram desempenho acima do esperado.

O bloco de direita e dos partidos ultraortodoxos, alinhado a Netanyahu, conquistou 53 das 120 cadeiras do Knesset, enquanto o grupo de Eisenkot, que reúne legendas de direita, centro-direita e centro-esquerda, obteve 48 assentos. A formação de um governo exige o apoio de pelo menos 61 parlamentares, o que mantém indefinidas as negociações para a composição da próxima coalizão.

Israel foi denunciado na Corte Internacional de Justiça (CIJ) em em 2023 pelo crime de genocídio na Faixa de Gaza, onde, segundo o Ministério da Saúde local, mais de 74 mil palestinos morreram desde outubro daquele ano. O Tribunal Penal Internacional (TPI) também emitiu o mandado de prisão de Benjamin Netanyahu, mas a ofensiva israelense continuou e envolveu outros países como Líbano, Irã e Cisjordânia.

Não sobrou NADA pros bolsonaristas o frágil mundinho deles está completamente ABALADO.Depois das derrotas da ultradireita no Brasil, Israel e EUA, o tempo fechou na “Suíça das Américas” da direita. Força aos paraguaios! pic.twitter.com/jVCi1hUvtZ— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) November 5, 2026

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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