O Ministério da Saúde abriu uma licitação que barra o fornecimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) de insulinas sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de diabetes. No mesmo dia, contudo, a pasta concluiu a redação de um contrato emergencial de R$ 221,9 milhões por um ano, justamente para comprar 29,2 milhões de doses de insulina que não foram avalizadas pela agência reguladora.
A empresa contratada três dias depois foi a GlobalX, representante no Brasil do laboratório chinês Zhuhai, que desde 2024 acumula pelo menos R$ 1 bilhão em contratos com o ministério. Como mostrou a Coluna, cerca de 20 Estados reclamaram à pasta de "quebras e falhas" das canetas de insulina da Zhuhai em 2025.
RESULTADO. A licitação de insulina com aval da Anvisa foi vencida em outubro pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk.
OUTRO LADO. O ministério afirmou que mantém contratos para abastecer o SUS enquanto não conclui novas licitações, que passaram a refletir a normalização do fornecimento de insulina após um período de escassez.
A GlobalX disse aguardar a análise da Anvisa e reafirmou a qualidade dos seus medicamentos. MEMÓRIA.
Em meio às especulações sobre Rafael Fonteles (PT), reeleito governador do Piauí, para comandar a Fazenda, petistas temem que ele acabe sem cargo e repita o destino do ex-governador da Bahia Waldir Pires, eleito em 1986 pelo PMDB. O baiano deixou o mandato antes do fim para ser vice na chapa de Ulysses Guimarães à Presidência em 1989, a primeira eleição direta pós-ditadura.
A chapa ficou em 7.º lugar, e Pires, sem mandato. CAUTELA.
O governo Lula evitou comemorar a "surra" que o presidente americano Donald Trump sofreu nas eleições de meio de mandato nos EUA. A avaliação é de que ele é "imprevisível" e é difícil prever os próximos passos do republicano.
Apesar disso, Planalto e Itamaraty apostam em um maior isolamento do chefe da Casa Branca. HISTÓRICO.
Governistas lembram que é justamente quando o presidente dos EUA perde as midterms e se enfraquece internamente que ele se volta para a política externa, como ocorreu com Barack Obama nas derrotas que sofreu em 2010 e em 2014. AMARRAS.
Por outro lado, a derrota de Trump se deu justamente pelas ações tomadas fora dos EUA, especialmente com a guerra do Irã, que atingiu a população com o aumento dos preços da gasolina. Isso pode deixá-lo sem força para aplicar novas "maldades" a países como o Brasil.
IMPACTO. As exportações à União Europeia de produtos brasileiros com tarifas reduzidas pelo acordo entre o bloco e Mercosul cresceram 21%.
A alta foi puxada por alumínio, etanol e abacate. Os dados vão de maio a setembro, primeiros 5 meses do tratado, em comparação a 2025.
ASPAS. "O acordo Mercosul-União Europeia é um marco para a inserção do Brasil no comércio internacional.
Temos o desafio de transformar essa conquista em mais mercados, exportações e oportunidades", afirma Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior. PRONTO, FALEI!
Chico Alencar Deputado federal (PSOL-RJ) "Havia uma transição pactuada que às vezes funcionava, às vezes não.
É bom lembrar que o penúltimo presidente se recusou a passar a faixa para o sucessor." CLICK
Marília Campos Senadora eleita (PT-MG) Fez um périplo por gabinetes de Brasília e conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a atuação parlamentar em defesa de MG.
(Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto, interino, e Leticia Fernandes)
O Liberal