O Pará é pioneiro na concessão de áreas públicas para projetos de restauração florestal, uma iniciativa que busca recuperar áreas degradadas e gerar oportunidades econômicas por meio do mercado de carbono. Em entrevista ao Grupo Liberal, Leonardo Sobral, diretor de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), destacou o potencial desse modelo para conciliar a recuperação ambiental e a produção sustentável na Amazônia.
Segundo o especialista, a proposta permite que empresas realizem projetos de restauração em áreas públicas concedidas e obtenham remuneração com a comercialização dos créditos de carbono gerados pela recuperação da vegetação. [instagram=DepOV6kAea5]
Leonardo Sobral, Diretor de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola). (Foto: Divulgação | Imaflora)
“O Pará foi pioneiro. Está sendo pioneiro”, afirmou Sobral, ao destacar a iniciativa conduzida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) na região da Terra do Meio, em São Félix do Xingu.
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[[(standard.Article) Pará tem potencial para liderar restauração florestal com créditos de carbono]] O diretor avalia que o modelo tem potencial para avançar na Amazônia.
Ele também citou a iniciativa do governo federal de realizar concessões para restauração florestal em Rondônia. “Entendo que essa é uma agenda ainda com bastante potencial e acho que é uma dobradinha que faz todo o sentido”, declarou.
Para Sobral, a recuperação dessas áreas poderá permitir, no futuro, a retomada da cobertura florestal e o desenvolvimento de atividades produtivas.
O Liberal