247 – O governo federal anunciou a destinação de R$ 3,95 bilhões para os novos projetos do próximo ciclo do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). As iniciativas, voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde, contemplam áreas estratégicas como transplantes, tratamentos de alta complexidade, pesquisas e o desenvolvimento de hospitais inteligentes, com o objetivo de ampliar o acesso e aprimorar o atendimento à população.
O anúncio oficial ocorreu na quinta-feira (29), durante a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP). “O primeiro foco é apoiar a transformação digital do SUS, através da rede de hospitais inteligentes, da ultraconexão dos equipamentos, da inteligência artificial, da telessaúde.
A segunda grande prioridade é a adaptação do SUS para as mudanças climáticas. O AdaptaSUS faz investimentos em áreas mais vulneráveis, populações que podem ser mais afetadas pelas tragédias climáticas, no padrão construtivo das unidades de saúde”, destacou Padilha.
O novo ciclo do Proadi-SUS (2027-2029) – O novo ciclo do programa prevê os R$ 3,95 bilhões em imunidade tributária para financiar os projetos dos sete hospitais de excelência participantes. O montante representa uma alta de 18,6% em relação ao triênio anterior.
O Hospital Israelita Albert Einstein será responsável por 41 projetos, com um orçamento estimado em R$ 1,68 bilhão. O escopo abrange iniciativas em saúde digital, inteligência artificial, transplantes, alta complexidade e pesquisa, além da criação de uma plataforma de inteligência clínica que conta com financiamento aprovado de R$ 300 milhões pela Finep.
Além do Einstein, integram o programa as seguintes instituições de referência: Hospital Sírio-Libanês
Beneficência Portuguesa de São Paulo Hcor
Hospital Moinhos de Vento Hospital Alemão Oswaldo Cruz
A.C. Camargo Cancer Center
Desde a sua criação, o Proadi-SUS já beneficiou diretamente mais de 11 milhões de brasileiros em mais de 5,5 mil municípios, além de ter capacitado mais de 750 mil profissionais de saúde. Avanços na assistência cardiovascular no InCor – Ainda em São Paulo, o ministro participou de um encontro com lideranças corporativas e institucionais do Instituto do Coração (InCor), vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).
O InCor é um centro público universitário de alta complexidade e referência nacional em cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica. Em junho de 2026, a instituição alcançou a marca histórica de 600 transplantes pulmonares realizados.
Através do programa Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde contribuiu para um aumento de 44,3% nas cirurgias eletivas realizadas pelo SUS no InCor entre 2023 e 2025, saltando de 9.350 para 13.497 procedimentos. O apoio federal à instituição entre 2023 e 2026 incluiu:
R$ 81,24 milhões em recursos diretos; R$ 43,72 milhões destinados a equipamentos e materiais permanentes;
R$ 37,16 milhões em financiamento anual estimado para leitos de UTI. Sustentabilidade e atenção básica na UBS Parque Regina – A agenda ministerial também incluiu uma visita à Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque Regina, na Zona Sul da capital paulista.
Gerenciada em parceria com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein, a unidade atende 22,5 mil usuários cadastrados. A UBS é responsável pelo programa Missão Glicada, focado no controle do diabetes por meio da reorganização do atendimento em etapas integradas num único dia.
A estratégia elevou o percentual de pacientes com a doença controlada de 50% para 63%, enquanto a realização de exames saltou de 20% para 73%. Além dos resultados clínicos, a UBS Parque Regina destaca-se como a primeira da Zona Sul de São Paulo a adotar o modelo de “UBS Sustentável”.
O formato integra o atendimento médico a práticas integrativas em saúde, fitoterapia, cultivo de hortas e jardins verticais, sistema de captação de água da chuva e ações voltadas à educação ambiental.
Brasil 247