Na contramão do aumento das operações de combate ao garimpo ilegal na Amazônia, o Estado brasileiro não tem um sistema efetivo de rastreabilidade capaz de atestar a real origem de minérios estratégicos como o ouro e a cassiterita. É o que apontam procuradores, peritos, geólogos e líderes do setor e da sociedade civil ouvidos pelo GLOBO.
Para eles, o país ainda depende de documentos autodeclaratórios. Sem checagem na origem, dizem, o mercado formal absorve minérios extraídos de Terras Indígenas (TI) e Unidades de Conservação, abastecendo cadeias globais, das big techs às joalherias europeias.
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O Globo