A capacidade de executar sem esperar pelas condições ideais, herdada do avô, Leon Feffer, e a disciplina da reflexão e do planejamento, aprendida com o pai, Max Feffer, ajudaram David Feffer a construir sua própria visão de empreendedorismo. Presidente do Conselho de Administração da Suzano (SUZB3), ele afirma que a combinação dessas duas características, somada à curiosidade e resiliência, foi fundamental para conduzir a empresa centenária que se tornou a maior produtora de celulose do mundo.Em palestra para uma plateia lotada nesta quinta-feira (29), durante o G4 Valley, realizado no São Paulo Expo, em São Paulo, Feffer compartilhou os desafios de assumir os negócios da família, preservando o legado das gerações anteriores e preparando a companhia para um mercado em transformação cada vez mais acelerada.“Meu avô, como fundador, era um cara de execução.
Não esperava muito, ia lá e resolvia. Já meu pai era mais calmo para planejar e fazer melhores escolhas”, contou.
Segundo o empresário, foi a partir dessas duas referências que começou a refletir sobre como poderia unir a capacidade de agir à necessidade de pensar estrategicamente. Uma combinação que definiu como uma mistura de psicologia e matemática.A experiência em diferentes áreas da Suzano também o levou a desenvolver o que chama de ambidestria, habilidade de conciliar características aparentemente distintas, como planejamento e execução, curiosidade e reflexão.
Para Feffer, essa capacidade é cada vez mais necessária aos líderes que precisam administrar os resultados do presente sem perder de vista as mudanças do futuro.
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