Orgia em todos os níveis: o eleitor de Flávio precisa saber

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

“Ah, lá vem você falar do Flávio! Por que não fala do Lula?” — Porque alertar sobre o risco de um governo de Flávio Bolsonaro passa, intrinsecamente, pela candidatura de seu opositor, o presidente Lula.

A população precisa saber quem é esse “filho 01” de Jair Bolsonaro: suas ligações com a milícia no Rio de Janeiro, seu envolvimento em escândalos financeiros como o do Banco Master; precisa saber das investigações por desvio de verbas públicas, dos seus esquemas em estacionamentos e ambulâncias nos Hospitais Federais.

Entre os casos mais recentes está a reportagem da Revista Piauí, edição de 21 de outubro, revelando que, em 17 de julho de 2020 — no auge da pandemia, com mais de mil mortes diárias por Covid-19 —, o senador participou de festa em lancha no Lago Paranoá, em Brasília, acompanhado de garotas de programa e de empresários com interesses em negócios com o governo de seu pai.

Ao fim do passeio, recebeu de um deles um relógio Rolex de presente; esse mesmo empresário negociava fornecimento de vacinas junto ao Ministério da Saúde.

Se você vai votar em Flávio, precisa saber da ligação perigosa do candidato com Willer Tomaz, investigado por fraude bilionária no INSS, lavagem de dinheiro e esquema de apostas.

Flávio foi cadastrado como “usuário master” da conta da Alcazar Holdings, empresa offshore de Tomaz — vínculo desfeito só em maio de 2025. Compartilharam viagens, imóvel usado como base eleitoral e ligações com empresas do ramo de apostas.

A Polícia Federal encontrou, em agosto, uma sala secreta escondida atrás de um painel de madeira, com porta blindada, em hangar no Aeroporto de Brasília usado por empresas de Tomaz. No local havia máquinas de contar dinheiro, malas e prateleiras — espaço preparado para guardar valores em espécie. A PF suspeita que quantias já foram movimentadas por ali.

Há ainda o caso da propriedade em Angra dos Reis: o jogador Richarlison acusa o grupo ligado a Tomaz e Flávio de ter tomado a posse da ilha onde investiu recursos, com uso de força. O STF abriu inquérito para apurar lavagem de dinheiro envolvendo ambos.

Precisamos falar do “tesouraço” de cortes sociais. Enquanto fala em “cortar gastos”, Flávio Bolsonaro esconde onde a tesoura vai entrar. Sua equipe discute um ajuste de R$ 250 bilhões — e o alvo não são os ricos, é o povo.

O plano prevê desvincular o reajuste das aposentadorias e do BPC do aumento real do salário-mínimo, ou seja: só vão corrigir pela inflação, sem ganho nenhum, como foi no governo do pai. Pisos constitucionais de saúde e educação, incluindo o Fundeb, também estão na mira. Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Merenda Escolar — tudo em risco.

Sabe aquela desculpa: “se não for bom a gente tira”? Então, dessa vez isso não cola, porque com superpoderes, Flávio Bolsonaro vai governar em causa própria, olhando para os cofres, pensando em uma dinastia. Cuidado, você pode estar dando a alguém o poder de tirar o seu direito de votar novamente.

Antes de saírem para “cometer suicídio” nas urnas, façam uma pesquisa sobre os candidatos para não entregarem o futuro do Brasil nas mãos de quem vive desorientado em orgia eterna. Pensem em seus filhos, nos filhos de quem precisa de um governo comprometido com as causas sociais.

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