Presidente do Missão ironizou a proposta do senador de comandar a oposição nos Estados Unidos e afirmou que a iniciativa pode favorecer interesses americanos no Brasil O influenciador e presidente do partido Missão, Renan Santos, criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) após o parlamentar afirmar que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos.
Em vídeo publicado no Instagram nesta quarta-feira (28), Renan ironizou a iniciativa e classificou a atuação política do senador no exterior como uma oposição “EaD”, em referência ao ensino a distância. “Mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EaD sendo feita lá dos Estados Unidos para atender, no fim, ao interesse americano aqui”, afirmou Renan.
A crítica foi feita após Flávio divulgar uma carta na qual se declarou ‘o verdadeiro presidente eleito do Brasil’, contestou o resultado das eleições e afirmou que pretende continuar sua atuação política a partir dos Estados Unidos. Assista ao vídeo abaixo: Renan Santos afirmou que o Brasil não ganha com uma oposição conduzida dos Estados Unidos e questionou os possíveis interesses por trás da estratégiaVídeo: Renan Santos/renansantos/Instagram
Durante o vídeo, Renan questionou a decisão de Flávio de deixar o Brasil e afirmou que o senador deveria permanecer no país para conduzir a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Quando você acredita em algo, você luta na tua terra.
Ele não quis lutar, a nossa terra não era bom o suficiente, ele vai lutar direto da terra do Mickey, lá na Flórida”, declarou. Renan Santos também comparou a iniciativa do senador a experiências históricas de governos paralelos e mencionou o caso do francês que atuou contra o regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Para o influenciador, porém, a situação brasileira seria diferente, já que o PL (Partido Liberal) continua atuando normalmente no país. Ele também citou o exemplo do venezuelano Juan Guaidó, que contestou o governo de Nicolás Maduro, e afirmou que Flávio estaria tentando reproduzir uma estratégia semelhante.
Outro ponto levantado por Renan Santos foi a possibilidade de que a atuação política de Flávio no exterior favoreça interesses norte-americanos no Brasil. O influenciador afirmou que o senador poderia acabar defendendo medidas alinhadas aos interesses do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em detrimento dos interesses brasileiros.
Como exemplo, mencionou possíveis decisões comerciais envolvendo produtores nacionais e a exploração de terras raras. “Trump não tem amigos, Trump tem parceiros de negócios e o lucro que interessa para ele pessoalmente”, disse Renan ao questionar a relação entre o presidente norte-americano e a família Bolsonaro.
As declarações representam a avaliação do influenciador sobre os possíveis interesses envolvidos na atuação política de Flávio nos Estados Unidos. No vídeo, Renan não apresentou evidências de que o senador pretenda adotar as medidas comerciais mencionadas.
Na carta divulgada nesta quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro afirmou que deixou o Brasil por considerar que enfrenta perseguição política. O senador contestou o resultado eleitoral, alegou irregularidades na votação e criticou decisões de instituições brasileiras.
No documento, ele também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que pretende continuar atuando politicamente a partir do exterior. “Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política.
Por isso, liderarei a oposição daqui”, escreveu. Flávio também anunciou que pretende se dirigir regularmente aos brasileiros e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição por meios que classificou como pacíficos e legítimos.
Apesar das críticas à decisão de Flávio, Renan afirmou que não acredita que a iniciativa represente uma ameaça à democracia brasileira. “Não acho que vai acontecer absolutamente nada. Não há ameaça de nada.
A democracia brasileira não corre risco algum”, declarou. O influenciador disse ainda que se considera oposição ao governo Lula, mas criticou o que chamou de atuação política à distância.
Ao final do vídeo, afirmou que pretende continuar sua atuação no Brasil e que gostaria que Flávio fizesse o mesmo. “Eu estou aqui, vou lutar daqui e vou pagar as consequências e minhas ações aqui.
Gostaria que o Flávio também o fizesse, mas isso demandaria dele ser um líder, coisa que ele não é”, concluiu. Lidia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial.
Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores. É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022.
Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc. Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul.
Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil. Leia mais ▾
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