Benjamin Netanyahu denuncia supostas irregularidades no pleito israelense, enquanto apuração parcial aponta 53 assentos para seu bloco, 48 para a oposição e 19 para partidos árabes Assim como o senador Flávio Bolsonaro, que não reconhece o resultado das eleições no Brasil, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou partidos árabes de cometerem fraudes no pleito que definirá a próxima liderança do país.
Com a apuração ainda sem resultado definitivo, o premiê afirmou que teriam ocorrido crimes como suborno, ameaças, violência, falsificações e uso de programas proibidos para mobilizar eleitores. Em uma publicação na rede social X, Netanyahu declarou que seu partido está encaminhando provas das supostas irregularidades à polícia, à Shin Bet, agência de segurança israelense, e às autoridades eleitorais.
Até o momento da publicação, as evidências citadas não haviam sido divulgadas na plataforma. As informações são da Associated Press.
“Isso é um ataque grave à democracia israelense e ao direito de voto dos cidadãos de Israel. As autoridades devem agir com mão de ferro e de forma imediata”, concluiu o líder israelense na publicação.
Benjamin Netanyahu afirmou que partidos árabes teriam cometido crimes eleitorais graves durante o pleito. Entre as irregularidades mencionadas pelo primeiro-ministro estão suborno, intimidação, violência, falsificação e utilização de softwares proibidos para mobilizar eleitores.
Segundo a publicação do premiê, seu partido está encaminhando materiais que, na avaliação dele, comprovariam as acusações às autoridades responsáveis pela segurança e pela fiscalização eleitoral. As provas mencionadas, porém, não foram publicadas na rede social.
A denúncia ocorre enquanto os resultados da eleição ainda estão sendo contabilizados. De acordo com o canal israelense N12, com quase 90% dos votos apurados, o bloco de Netanyahu havia conquistado 53 assentos no Parlamento.
A oposição, liderada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, somava 48 cadeiras, enquanto os partidos árabes tinham 19 assentos. Para alcançar a maioria parlamentar, são necessários 61 dos assentos.
Como nenhum dos blocos apresentados havia atingido esse número na apuração parcial, as negociações políticas podem ser determinantes para a formação do próximo governo. Deny Campos é repórter do portal ND Mais, responsável por trazer os destaques do cenário nacional e internacional, como a previsão do tempo no Brasil e casos de segurança que chamam a atenção em São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades.
Formado pela Feapa (Faculdade de Estudos Avançados do Pará) e com MBA em Comunicação e Marketing Digital, é jornalista desde 2018, atuou como assessor na OAB Pará e também escreve sobre política, economia e bastidores. Cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, com foco na produção de matérias factuais de nível estadual e nacional sobre os pleitos municipais.
Leia mais ▾
ND Mais