Senador Rogério Marinho (PL-RN) concede entrevista, em Brasília Carlos Moura/Agência Senado
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que também coordenou a campanha derrotada de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (28) que permanecerá na liderança da oposição da Casa e sinalizou intenção de concorrer à Presidência da Casa para combater o que classificou como "disfuncionalidade" das instituições.
“Tenho muita confiança dos meus pares e dos parlamentares aqui do Senado da República, que me outorgaram essa função. A gente precisará ainda passar pelo crivo do partido.
Acho que é uma reunião na quarta ou quinta-feira. Mas a nossa candidatura, sendo efetivada e homologada pelo partido, será uma candidatura que leve em consideração a necessidade de cumprir o que determina a Constituição brasileira”, declarou o senador.
Senador atribui a 'erro de confecção' autodeclaração de Flávio como 'verdadeiro presidente' Segundo Marinho, caso ele de fato concorra à Presidência do Senado, buscará combater o que classificou como “disfuncionalidade” das instituições.
“Nós temos hoje um grave problema de distorção e de disfuncionalidade no funcionamento das nossas instituições, invasão de prerrogativas. Isso tem feito muito mal à democracia.
A nossa candidatura, caso aconteça, vai levar em consideração o respeito e o funcionamento da Constituição brasileira”, disse Marinho. As eleições para presidência do Senado serão em fevereiro de 2027.
O atual presidente Davi Alcolumbre (União-AP) deve tentar a reeleição e já reúne apoio da federação União-PP, do MDB e do PSD. Ele também classificou como “extraordinário” o desempenho do PL e da direita no Brasil.
“Temos hoje a maior bancada na Câmara e a maior bancada no Senado. Temos hoje um grupo de senadores e deputados que claramente são de centro-direita.
Mas, infelizmente, não logramos êxito na Presidência da República. Cabe ao nosso grupo político manter sua postura e fazer oposição a um governo que claramente faz mal ao país”, destacou.
Marinho afirmou ainda que a oposição irá se preparar para “tempos turbulentos”. “Vamos nos preparar para tempos turbulentos.
Mais do que nunca, é necessário um Senado independente que permita que nós possamos resgatar o Brasil ou mantê-lo razoavelmente protegido de um governo que não tem responsabilidade com as contas públicas e que só tem um projeto: perpetuar-se no poder”, afirmou.
Valor