O Openbank, banco digital do Grupo Santander, deverá expandir sua atuação para a Colômbia, o Peru e, eventualmente, o Brasil, segundo a presidente-executiva do grupo, Ana Botín. Atualmente, a instituição está presente na Espanha, Alemanha, Portugal, Holanda, México e Estados Unidos.
“Na parte digital, o Openbank, iremos para a Colômbia, iremos para o Peru e, eventualmente, o Openbank também estará no Brasil — ainda não, mas apoia-se em uma plataforma global que você realmente desenvolve; ou seja, a filosofia é construir uma vez, implantar globalmente”, explicou a jornalistas, durante o XXII Encontro Santander América Latina.
A estratégia de “construir uma vez”, segundo Botín, está por trás da decisão do Santander de adotar uma plataforma única, com o objetivo de reduzir custos e competir com fintechs como Nubank e Revolut. “Ser eficiente no custo unitário é o que permite depois oferecer produtos competitivos.”
O Openbank também integra a estratégia de expansão do grupo nos Estados Unidos. “Nos Estados Unidos, estamos investindo apoiados em plataformas globais, nos apoiando em pontos fortes como, por exemplo, o fato de sermos o maior financiador de carros do mundo”, disse.
Em agosto deste ano, o Santander concluiu a aquisição do banco americano Webster. Segundo Botín, a estratégia com a operação é ampliar a atuação no financiamento ao consumo, especialmente de veículos, combinando a oferta de crédito com um banco digital.
Valor