Seccional catarinense pediu abertura de investigação para identificar autores de conteúdos e divulgou orientações para profissionais atingidos Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
A disseminação de listas de boicote em redes sociais e aplicativos de mensagens após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro, passou a incluir também nomes de advogados em diferentes regiões do país. Em Santa Catarina, a OAB/SC (Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Santa Catarina) formalizou representação para cobrar providências legais.
A entidade acionou formalmente o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) para que o órgão apure a origem das publicações, identifique os responsáveis e adote as medidas judiciais cabíveis contra a exposição indevida dos profissionais. Segundo a Ordem, a circulação desses arquivos configura ato de discriminação e intimidação profissional incompatível com o Estado Democrático de Direito.
O presidente da OAB/SC, Juliano Mandelli, ressaltou o caráter apartidário da atuação institucional na proteção da categoria. “A Ordem não tem lado partidário.
Tem o compromisso de defender cada advogada e cada advogado, independentemente de suas convicções. Listas de boicote são uma forma de intimidação, e por isso levamos o caso ao Ministério Público para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados”, disse.
Em manifestação, a entidade citou o artigo 5º, inciso VIII, da Constituição Federal, que diz que ninguém será privado de direitos por motivo de convicção política, além do artigo 133, que define a advocacia como indispensável à administração da Justiça. “Na avaliação da Seccional, a divergência política é legítima e própria da democracia, mas não pode servir de pretexto para constranger, expor ou prejudicar o exercício profissional de quem quer que seja”.
Para os profissionais que tiveram nomes ou escritórios citados nas relações compartilhadas, a seccional estabeleceu um protocolo com medidas de resguardo jurídico: Matheus Bastos é estudante de Jornalismo na UFSC e, no ND Mais, escreve sobre assuntos de interesse público da vida do catarinense.
Entre assuntos mais abordados estão o meio ambiente, segurança pública e a infraestrutura de Santa Catarina, com foco especial em Florianópolis e região. Foi premiado na Expojor UFSC, em trabalhos de áudio e jornalismo digital, e recebeu o Prêmio ACMP de Jornalismo, em 2025, com a reportagem “Corrupção de milhões: como a Operação Mensageiro mudou contratos públicos e a política de SC”.
Também atua na cobertura de destaques da política de Santa Catarina e integra a cobertura das Eleições 2026 no portal ND Mais. Leia mais ▾
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