O tocante último pedido da mãe de Travis Barker antes de morrer, segundo o próprio

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Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Gustavo MaiatoPostado em 29 de outubro de 2026 Travis Barker começou a tocar aos quatro anos e nunca quis fazer outra coisa.

Em entrevista ao podcast The Magnificent Others, de Billy Corgan, o baterista lembrou que batia em panelas até os pais juntarem dinheiro para comprar uma bateria de brinquedo com estampa de bichos. Ele tocou tanto nela que o kit parou de funcionar.

O passo seguinte foi uma Rogers usada, que o pai encontrou num anúncio de jornal. Na escola, a resposta dele nunca mudou quando perguntavam o que queria ser quando crescesse.

"Todas as minhas diziam que eu queria ser baterista, desde o jardim de infância até o colegial, quando os orientadores olhavam para mim sem expressão, tipo: 'Do que você está falando?'. E eu dizia: 'Não quero ir para a faculdade, só quero tocar bateria'.

E eles respondiam: 'Você está delirando, isso não vai acontecer'", contou. Os pais vinham da classe operária.

O pai trabalhava 60 horas por semana em uma siderúrgica, e Barker passava boa parte do tempo com a mãe. Mesmo sem formação musical, os dois insistiram que o filho aprendesse a ler partitura se quisesse seguir carreira.

A mãe morreu quando ele tinha 13 anos, e foi a conversa final entre os dois que definiu o rumo do músico. "Minha mãe e meu pai sempre apoiaram muito que eu tocasse.

E, na verdade, a última coisa que minha mãe me disse foi: 'Por favor, por favor, por favor, toque sua bateria e deixe que ela te leve aonde for, mas não desista'. Eu carreguei isso comigo.

Não tinha como eu falhar com ela, sabe?" Depois da perda, Barker se agarrou ainda mais ao instrumento.

Ele conta que o sonho era modesto: encontrar um jeito de sobreviver tocando bateria, com dinheiro para comer e um lugar para dormir. Diz também que, de onde vinha, quase ninguém o incentivava.

"Não havia como me convencer a não ser implacável e tentar tudo o que estivesse ao meu alcance. Era tipo plano A, e o plano B era fazer o plano A dar certo.

Não existia plano B", resumiu.

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