Por Gustavo MaiatoPostado em 29 de outubro de 2026 Entre os festivais de verão na Finlândia e a preparação do próximo álbum do Sonata Arctica, Tony Kakko tirou um tempo para falar do processo de composição.
A conversa foi com Micah, do canal Chaoszine. Quando o entrevistador perguntou o que ele prefere escrever, baladas ou faixas de power metal, o vocalista não hesitou: baladas.
Kakko também disse que compor não é fonte de pressão. Pelo contrário, é a etapa do trabalho de que ele mais gosta: "Não, não, não.
É a parte deste negócio de que eu mais gosto. Eu simplesmente amo.
E sempre deixo as músicas saírem do jeito que elas são." Em seguida, o finlandês admitiu que nem sempre pensou assim e fez uma autocrítica dura sobre o passado da banda. "Se alguma música parece que deveria ser um pouco mais pesada quando você pensa em colocá-la no álbum, é muito fácil rearranjá-la, deixá-la mais rápida, mais pesada, o que for.
Mas, normalmente, se tenho uma música pela qual sinto algo mais forte, tento ao máximo deixar que ela dite o que quer ser. Isso é muito importante, porque, antigamente, eu meio que violentei muitas músicas e odeio essas versões.
Elas não são as versões reais, as originais. E, quando temos a chance de fazer uma versão acústica, ela sempre fica de algum jeito mais perto da minha ideia original."
A declaração ajuda a entender por que as releituras acústicas têm peso especial para o vocalista. Nesses arranjos mais crus, as composições se aproximam do que ele imaginou antes de chegarem ao estúdio.
Diante da resposta, Micah brincou que talvez fosse hora de um novo álbum acústico. A sugestão ficou no ar, sem resposta do músico.
Por ora, o foco está em outra direção. Segundo Kakko, o próximo disco do Sonata Arctica será de power metal, pesado e na mesma linha de "Clear Cold Beyond".
Na época da conversa, o trabalho estava pela metade, ainda dependia de boa parte dos vocais e tinha lançamento previsto para o outono europeu do ano seguinte.
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