Por Gustavo MaiatoPostado em 29 de outubro de 2026 Em toda banda de sucesso existe quem atrai os holofotes e quem prefere ficar fora deles.
Stewart Copeland sempre soube de que lado estava. Em entrevista ao podcast The Magnificent Others, de Billy Corgan, o ex-baterista do The Police contou como via a idolatria em torno de Sting, que, segundo Corgan, parecia ter sido apontado como estrela desde cedo.
Copeland não viu problema algum nisso. "Uma coisa boa, porque ele é o nosso rosto.
Quanto mais mulheres desmaiarem por ele, mais rico eu vou ficar. E, como eu digo, eu simplesmente não preciso ser o centro das atenções.
E ele adorava isso. Era muito bom nisso.
Bonito pra caramba." O baterista atribui essa tranquilidade à ordem de nascimento.
"Nunca foi um problema para mim. Sou o caçula.
Só quero estar no time", disse. Segundo Copeland, Sting, por ser o irmão mais velho da família, não concebia que alguém não quisesse ser o centro das atenções e achava que a bateria agressiva era uma forma de chamar a atenção.
O baterista lembrou ainda que, nos hotéis, a multidão corria atrás de um só integrante enquanto os outros dois entravam pela lateral. No começo, porém, nem Copeland sabia o que havia por trás da aparência do vocalista.
Ele contou que o talento de Sting para cantar só ficou claro durante uma sessão na Alemanha com um compositor local, quando o colega começou a improvisar ao microfone. "Há três ou quatro pessoas com quem já trabalhei que simplesmente têm aquela musicalidade.
Nada sai delas que não seja bonito. A gente não fazia ideia.
Eu só achava que ele era bonito, um baixista razoavelmente bom e que tinha o próprio amplificador." Copeland assumiu a responsabilidade pela escolha e admitiu que, no início, parecia o único a enxergar o potencial do colega.
"Eu o escolhi no meio dos outros bem cedo. Ninguém mais vê isso? Tem um feixe de luz celestial descendo dos céus.
Sou a única pessoa vendo isso?", brincou. Sobre a carreira de ator de Sting, ele disse que ela não deu muito certo e que é impossível julgar o talento de um amigo na tela, porque ele vê o amigo, não o personagem.
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