O que "Tornado of Souls" tem em comum com "Stairway to Heaven", segundo Friedman

O que "Tornado of Souls" tem em comum com "Stairway to Heaven", segundo Friedman - Foto
Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Gustavo MaiatoPostado em 22 de outubro de 2026 Lançado pelo Megadeth em 1990, "Rust in Peace" deixou como uma de suas heranças mais duradouras o solo de Marty Friedman em "Tornado of Souls".

Aprender a tocá-lo virou uma espécie de rito de passagem para guitarristas, e versões em instrumentos improváveis, como clarinete e trompa, circulam com frequência na internet. Os músicos que passaram pela banda depois dele, entre eles o brasileiro Kiko Loureiro, também tratam a passagem com cuidado especial nos shows.

Para o autor, porém, a gravação não teve nada de extraordinário. Em 2023, ele já havia contado que improvisou o trecho, como faz em qualquer outro solo.

Agora, em entrevista ao canal VRP Rocks, transcrita pelo site Ultimate Guitar, disse estar muito satisfeito com a repercussão, mas manteve a avaliação: "Se você perguntar a qualquer um que tem um desses 'solos icônicos', pelo menos no meu caso e provavelmente no dos outros caras também, estamos só tentando fazer o melhor que podemos naquele momento.

Em qualquer momento. Você nunca sabe no que as pessoas vão prestar atenção.

Quando eu ouço, não acho que seja melhor ou mais interessante do que qualquer outra coisa que fiz antes ou depois." Depois de tantas perguntas sobre o tema, o guitarrista chegou a uma hipótese que soa quase como um paradoxo, já que envolve justamente o fator que costuma afastar o público.

"O melhor que consigo dizer é que ele é longo. E todos esses 'solos famosos' parecem ser longos.

Sabe, aquela coisa do Pink Floyd, 'Free Bird', 'Stairway to Heaven', 'Hotel California'. Eles são longos.

Quando você tem um solo de guitarra longo, na maioria das vezes perde o público mainstream (o grande público, fora do nicho) imediatamente, porque é guitarra demais", afirmou. "Mas, se você consegue segurar esse público por bastante tempo, ele percebe, e é ele que perpetua o que se torna famoso.

No mundo mais profundo dos nerds de guitarra, eles vão encontrar uma parte da minha carreira que acham mais interessante, ou algo assim. Mas, quando se fala de mainstream, acho que, se você prende as pessoas por tempo suficiente e as puxa para dentro da sua história, elas se apegam.

Na maior parte do tempo, elas estão trocando de estação e dizendo: 'Esse solo é longo demais'. E eu sou exatamente igual."

Ao voltar a "Tornado of Souls", Friedman resumiu a façanha com uma imagem bem-humorada sobre o risco que correu ao ocupar tanto espaço na faixa. "É um solo longo, e com toda aquela corda para me enforcar, de algum jeito eu não me enforquei e consegui contar uma história que fez as pessoas ficarem até o fim.

Essa é a única resposta que eu realmente consigo dar", concluiu.

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