Em eleições marcadas pelo elevado comparecimento às urnas, o maior em décadas, e pela indefinição sobre a formação do novo governo, que pode levar semanas, os principais postulantes ao cargo de primeiro-ministro de Israel trazem visões opostas sobre os rumos da política interna, mas não soam tão distintos sobre diplomacia e defesa.
Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot encaram o Irã como uma ameaça existencial, são contrários a um Estado palestino e não pretendem sair de Gaza tão cedo. Mas uma eventual mudança no poder abre espaço para resolver questões urgentes que ajudaram a minar a imagem de Israel no exterior, como a violência dos colonos na Cisjordânia.
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O Globo