O lado 'nerd' de Ben Affleck com IA que já rende milhões em Hollywood

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Conhecido por seus papeis em Hollywood, Ben Affleck revelou um lado pouco conhecido de sua carreira: o de entusiasta da inteligência artificial. O ator viralizou nas redes sociais nesta semana após demonstrar um conhecimento técnico surpreendente sobre a tecnologia, explicando conceitos como redes neurais, aprendizado de máquina e até programação em Python. Em entrevista à revista GQ, Affleck contou que seu interesse por computadores começou ainda na juventude e se aprofundou durante a transição do cinema analógico para o digital. Desde então, passou a acompanhar o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas utilizadas na produção de filmes. "Sempre gostei de computadores desde jovem", afirmou o ator, antes de mergulhar em explicações sobre redes neurais convolucionais, modelos transformers, tensores, GPUs e inferência. Affleck chegou a admitir que consegue escrever alguns códigos em Python, embora tenha minimizado suas habilidades como programador. Durante a conversa, explicou como redes neurais conseguem identificar padrões em imagens, reconhecer contornos e facilitar tarefas de efeitos visuais, como substituir fundos verdes em cenas de filmes. O conhecimento chamou a atenção dos internautas, especialmente pela naturalidade com que o ator abordou assuntos normalmente discutidos por pesquisadores e engenheiros de IA. Mas seu envolvimento com a tecnologia vai além da curiosidade. No início deste ano, Affleck vendeu sua startup de inteligência artificial voltada à produção cinematográfica para a Netflix. Segundo informações divulgadas pela imprensa americana, o negócio teria alcançado US$ 587 milhões, embora o próprio ator tenha contestado o valor e ressaltado que não era o único proprietário da empresa. Em outra entrevista, concedida a Lucas Shaw, da Bloomberg, durante a conferência Screentime 2026, em Los Angeles, Affleck explicou que desenvolveu uma abordagem para adaptar modelos de IA de código aberto às necessidades específicas do cinema. Para isso, levantou recursos e passou cerca de oito meses produzindo um conjunto próprio de dados, com câmeras e equipamentos, para treinar modelos capazes de executar tarefas específicas de pós-produção. A proposta era permitir que cineastas utilizassem a tecnologia sem abrir mão do controle sobre suas criações. O ator também revelou que aproveitou sua posição em Hollywood para conhecer empresas que desenvolvem inteligência artificial, incluindo uma visita à OpenAI. A tecnologia já foi utilizada pelo próprio Affleck na pós-produção de seu filme Animals. Apesar do entusiasmo, o ator demonstra preocupação com alguns efeitos da inteligência artificial. Entre eles, o impacto da tecnologia na educação e o risco de que as pessoas se tornem excessivamente dependentes dessas ferramentas. "Quando me preocupo com a IA, penso nos meus filhos na escola. Penso no aumento de 30% no número de notas A concedidas nas universidades nos últimos três anos. Penso no desamparo aprendido. Penso no uso responsável", afirmou. Affleck, por outro lado, não acredita em cenários apocalípticos nos quais a inteligência artificial assumiria o controle da humanidade ou substituiria completamente a indústria cinematográfica. "Não me preocupo com a Skynet e não acho que a IA vá dominar a indústria do cinema de maneira significativa. Acho que ela será complementar", concluiu. Mais Lidas

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