O presidente da CBF, Samir Xaud, vive um dilema após a reeleição de Lula. O mandatário apostou suas fichas contra a MP das Bets, num movimento que abalou a relação com o governo.
Internamente, na CBF, a avaliação é de que Xaud terá que se reaproximar e reconstruir pontes com Brasília, sobretudo com a Copa do Mundo Feminina batendo à porta. O presidente da entidade deixou sua digital no boicote dos clubes à reunião marcada pelo Ministério do Esporte para discutir a proibição das bets.
O encontro acabou cancelado pela pasta diante do esvaziamento. Além disso, Xaud mergulhou de cabeça nas eleições em Roraima, o estado mais bolsonarista do país.
Sua mãe, Ilma Xaud, foi eleita como segunda suplente da senadora eleita Teresa Surita (MDB), apoiadora de Flávio Bolsonaro. Segundo interlocutores, o presidente da CBF apostava numa eleição do candidato do PL, mas o movimento foi um “tiro no pé”.
Agora, ele terá que recalcular a rota e tentar uma conciliação. Isso envolve o grupo de Francisco Mendes, filho de Gilmar Mendes e cotado para disputar o comando da entidade no próximo pleito.
Ontem, Luiz Fux marcou para o próximo dia 3 uma audiência pública no STF para discutir os impactos econômicos da proibição das bets. A CBF vai participar.
A dúvida é se Xaud estará presente. O martelo ainda não foi batido.
O Globo