Belo Horizonte – O deputado federal André Janones (Rede-MG) não quer ser ministro do governo Lula por achar que pode ajudar mais mobilizando a militância como uma força a mais para o petista em um cenário de Congresso com direita mais forte. Principal legenda da oposição, o PL fez as maiores bancadas na Câmara, com 121 deputados, e no Senado, com 29 senadores, e vai tentar impor sua agenda.
Janones pretende mobilizar uma resistência popular a essa oposição fortalecida. O parlamentar mineiro justificou sua decisão de não aceitar um cargo no primeiro escalão do governo federal dizendo que quer trabalhar sem as amarras e regras de um cargo no Executivo.
Janones sinaliza publicamente que pode escolher como atuar no Lula 4 após ter reconhecida sua atuação nas redes sociais como importante para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro. “Não posso ter as amarras da liturgia de um cargo, nem ficar preso em compromissos burocráticos.
O único lugar aonde eu conseguirei entregar ao presidente Lula exatamente o mesmo que neste segundo turno, é na Câmara dos Deputados!”, afirmou o deputado federal reeleito. Presidente Lula, a primeira-dama Janja e o deputado André Janones (Rede-MG)
“Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele!”, disse o mineiro. A intenção do parlamentar é seguir usando os canais junto ao eleitorado mais a esquerda para pressionar a Câmara e o Senado em pautas importantes para o governo federal.
Após o final da disputa eleitoral, o canal vem sendo usado, até o momento, para divulgação de matérias relacionadas a Lula e ao próprio Janones. A atuação nas redes sociais fez com que Janones fosse convidado para falar sobre estratégias para vencer adversários em outros países, como Espanha e Argentina.
O político viajou para Buenos Aires neste final de semana, onde se encontrou com a ex-presidente Cristina Kirchner. Ele também deve ir para a Madri se reunir com o presidente espanhol Pedro Sánchez visando táticas de campanha para a disputa em 29 de novembro.
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