O dia da eleição mexe com você? 5 dicas para controlar a ansiedade

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O dia de votar chega depois de semanas de notícias, discussões, incertezas e disputas políticas que ultrapassaram os limites da campanha e entraram nas conversas cotidianas. Para parte dos brasileiros, chegar à urna neste domingo, 4 de outubro, significa também lidar com o desgaste emocional provocado pelo excesso de informação e pela sensação de pouco controle sobre o que acontecerá depois da apuração. Ele vota em um candidato, ela em outro: como a política pode afetar o relacionamento Ansiedade na infância: o que o relato de Emma Stone ensina sobre sinais que podem ser confundidos A tensão não surge do nada. O Brasil está entre os países com os maiores índices de transtornos de ansiedade do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em um cenário eleitoral marcado pela polarização e pela exposição contínua a conteúdos políticos, esse contexto pode se somar à preocupação com o futuro, à irritação e à apreensão diante do que está por vir. Pesquisas ajudam a dimensionar esse desconforto. Dados do Datafolha indicam que 69% dos brasileiros relatam sentir insegurança ou ansiedade ao pensar no cenário político e no futuro do país. Já levantamentos da Real Time Big Data mostram que 55% do eleitorado afirma sentir desânimo ou tensão diante das disputas eleitorais. Na psicologia, reações como essas podem ser associadas ao chamado "estresse eleitoral", uma resposta diante da incerteza e da sensação de perda de controle sobre decisões que envolvem toda a sociedade. A exposição constante a discussões acaloradas, notificações e notícias em tempo real pode manter o organismo em estado de alerta mesmo quando não há uma ameaça imediata. "Quando somos bombardeados por discussões acaloradas, notícias em tempo real e incertezas sobre o futuro, nosso sistema nervoso entra em estado de alerta contínuo. Votar com a mente agitada aumenta a chance de tomarmos decisões baseadas no medo ou na raiva, em vez do discernimento. É fundamental resgatar a presença e o equilíbrio antes de caminhar até a cabine de votação", explica Luciane Rabello, psicóloga e fundadora da TalentSphere People Solutions. Se o desconforto aparecer antes ou durante o caminho até a seção eleitoral, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir os estímulos e recuperar a tranquilidade. A proposta não é se afastar do processo político, mas estabelecer limites para que o excesso de informação e os conflitos não dominem a experiência de votar. Reduza o tempo nas telas Na manhã da votação, acompanhar continuamente redes sociais, grupos de mensagens e notícias pode aumentar a sensação de urgência e manter a tensão em alta. Fazer uma pausa nesses canais, especialmente antes de sair de casa, pode ajudar a desacelerar e chegar à seção eleitoral com mais serenidade. Preste atenção à respiração Se o coração acelerar ou surgir uma sensação de apreensão enquanto estiver na fila, uma pausa pode ajudar a interromper o ciclo de tensão. Uma das sugestões é inspirar durante quatro segundos, segurar o ar por outros quatro e expirar em seis segundos. A atenção à respiração ajuda a trazer o foco para o presente. Tenha os números dos candidatos à mão A dúvida diante da urna pode aumentar o nervosismo de quem já está sob pressão. Deixar a "colinha" preparada antes de sair de casa é uma maneira simples de evitar esquecimentos e tornar a votação mais tranquila. Concentre-se no que está sob seu alcance O resultado da eleição depende de milhões de votos e só será conhecido depois da apuração. O que está sob responsabilidade de cada eleitor é a própria escolha. Concentrar-se nesse gesto individual, em vez de tentar antecipar o resultado coletivo, pode ajudar a diminuir a preocupação. Evite discussões na seção eleitoral A fila da votação não precisa se transformar em uma extensão das discussões que aconteceram nas redes sociais durante a campanha. Diante de opiniões diferentes e de um ambiente naturalmente carregado, evitar confrontos ajuda a preservar a disposição e a atenção para o exercício do voto. Em um dia que concentra expectativas, opiniões e incertezas, cuidar da própria saúde mental pode ajudar a atravessar a experiência eleitoral com mais equilíbrio. O resultado está fora do alcance individual, mas a maneira de chegar à urna e fazer a própria escolha permanece nas mãos de cada eleitor.

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