Museu Goeldi celebra 160 anos de produção científica na Amazônia

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) celebrou 160 anos de produção científica na Amazônia na noite desta quinta-feira (15), em uma programação realizada no Theatro da Paz, no bairro da Campina, em Belém. O evento contou com a presença de autoridades, como o diretor do Museu, Nilson Gabas Júnior; o embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock; o diretor do Theatro da Paz, o jornalista Edyr Augusto Proença; o diretor da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa), Marcel do Nascimento Botelho; e o secretário de Cultura do Pará, Bruno Chagas. A programação incluiu uma coletiva de imprensa e apresentação da orquestra Amazônia Jazz Band.

Durante a entrevista, o diretor do Museu, Nilson Gabas Júnior, destacou a importância de garantir recursos orçamentários e financeiros para manter as atividades da instituição e assegurar a continuidade das pesquisas científicas na região. Ele também alertou para a necessidade de ampliar o orçamento previsto para 2027, que, segundo ele, está abaixo do necessário para cobrir as despesas fixas do Museu. “Se você chegou nesse momento aos 160 anos, o que você precisa fazer para conseguir no mínimo outros 160? As duas coisas que são fundamentais para qualquer instituição de ensino ou de pesquisa na Amazônia é você ter recursos orçamentários e recursos financeiros”, afirmou.

O diretor ressaltou que as parcerias com instituições públicas e organismos internacionais são fundamentais para superar dificuldades financeiras e viabilizar iniciativas alinhadas à missão do Museu. Entre os exemplos, citou a colaboração com a Embaixada da Suíça, a Secretaria de Cultura e o Governo do Pará.

Gabas Júnior também defendeu a realização de concursos públicos para ampliar o quadro de servidores e reforçou a necessidade de mais investimentos para garantir o funcionamento da instituição. “Eu sei que esse é um momento de celebração, mas eu aqui já quero levantar, aproveitar a sua pergunta para levantar uma bandeira amarela, talvez laranja, não ainda vermelha, de que a nossa PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual), que é o planejamento da lei de orçamento anual para 2027, já está aquém do que nós precisamos para poder pagar as despesas fixas do Museu”, declarou.

Apesar dos desafios, o diretor destacou a capacidade da instituição de superar obstáculos ao longo de sua trajetória e reforçou a importância de assegurar condições para que o Museu continue desenvolvendo pesquisas e contribuindo para o conhecimento sobre a Amazônia.

Embaixada da Suíça destaca legado científico e continuidade das parcerias

O embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock, também participou da celebração e ressaltou a relação histórica entre o país europeu e o Museu Paraense Emílio Goeldi. Segundo ele, o vínculo tem origem, entre outros fatores, na trajetória do naturalista suíço Emílio Goeldi, que dá nome à instituição. “Emílio Goeldi era um naturalista suíço e eu nem sabia muito dele antes de chegar a esse país, como muitos suíços, também como muitos brasileiros que não associam o nome de Goeldi com a Suíça”, afirmou o embaixador.

Mock explicou que a Embaixada tem buscado valorizar a contribuição de Goeldi e de outros suíços para a história e o desenvolvimento da Amazônia, iniciativa que passou a ser identificada como o legado suíço na região.

O diplomata também destacou as ações de cooperação realizadas no contexto da preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em Belém em novembro de 2025. Entre as iniciativas, citou uma exposição apresentada em até oito cidades brasileiras e o programa Road to Belém (Caminho a Belém), que contribuiu para ampliar as parcerias com instituições paraenses.

De acordo com Mock, o Museu Goeldi também recebeu o Pavilhão Oficial da Suíça durante a programação relacionada à conferência. A Agência de Inovação da Suíça, presente no Brasil, também desenvolveu ações em parceria com instituições do Pará e com o próprio Museu. “Então, não é uma parceria nova e também não é uma parceria que termina com a COP 30. Isso para nós é muito importante”, enfatizou.

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