Ben Affleck revelou que Tommy Lee Jones recusou um convite para atuar em Gênio Indomável (1997), drama que rendeu a Robin Williams (1951-2014) o Oscar de melhor ator coadjuvante. Na época, Affleck e Matt Damon escreviam o roteiro do longa e procuravam um nome consagrado de Hollywood para interpretar o terapeuta Sean Maguire, personagem que acabou sendo vivido por Williams. A ideia era atrair uma estrela que ajudasse a tirar o projeto do papel, já que os dois ainda não tinham o prestígio que conquistariam com o filme. (Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente)
Affleck contou que sugeriu a Damon oferecer o roteiro a Jones, com quem o amigo trabalhava em Os Bons e Velhos Companheiros (1995). “Falei com ele: ‘ok, dê a ele o nosso roteiro. Vamos conseguir, assim como o Quentin [Tarantino] conseguiu o Harvey Keitel (em Cães de Aluguel, 1992). E vamos conseguir e o filme vai sair’”, lembrou o ator sobre o otimismo inicial em relação à possibilidade de escalar o colega. A história foi contada pelo ator durante conversa com por Josh Horowitz no podcast Happy Sad Confused. O ator Tommy Lee JonesLoic Venance/AFP
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A expectativa, porém, não se confirmou. Ao recordar a conversa com Damon, Affleck contou: “Lembro-me da primeira noite, lá no Texas, ou onde quer que fosse, liguei para ele e perguntei: ‘Como foi?’. E ele respondeu: ‘Acho que Tommy não vai fazer nosso filme’”. Anos depois, Affleck teve a oportunidade de trabalhar com Jones em A Grande Virada (2010) e relembrou a postura direta do ator. Ao imaginar como seria tentar convencê-lo a participar de outro projeto, Affleck brincou com uma possível resposta: “O que é? O que você quer, filho? Não, não vou ler seu roteiro. Mais alguma coisa?”. A recusa não impediu que Gênio Indomável se tornasse um marco na carreira de Affleck e Damon. Dirigido por Gus Van Sant, o filme recebeu nove indicações ao Oscar em 1998 e venceu duas estatuetas: melhor roteiro original, para a dupla, e melhor ator coadjuvante, para Robin Williams.
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Na trama, Williams interpreta um terapeuta que ajuda Will Hunting (Matt Damon), jovem com talento extraordinário para a matemática, mas que enfrenta dificuldades para lidar com os próprios conflitos. O desempenho do ator se tornou um dos momentos mais celebrados de sua carreira. A produção também projetou Affleck e Damon em Hollywood, consolidando a parceria entre os amigos e abrindo caminho para novos trabalhos na indústria cinematográfica.
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