Nunes já pensa em um sucessor? Veja quem está no radar para a Prefeitura de São Paulo em 2028

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Com a impossibilidade de Ricardo Nunes concorrer a um terceiro mandato consecutivo, partidos já articulam possíveis nomes para a sucessão Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

A disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2028 ainda está distante, mas o cenário político já começa a desenhar possíveis nomes para a sucessão de Ricardo Nunes (MDB). Com o atual prefeito impedido de disputar um terceiro mandato consecutivo, partidos e lideranças políticas terão de buscar alternativas para manter ou conquistar o comando da maior cidade do país.

Entre os nomes que podem entrar na disputa estão políticos que já concorreram ao cargo em 2024, lideranças que ganharam projeção nacional e representantes de partidos que buscam ampliar sua influência na capital paulista. A definição dependerá das articulações partidárias, das alianças e dos projetos políticos para as eleições estaduais e nacionais de 2026.

A deputada federal Tabata Amaral é um dos nomes que já demonstraram interesse em voltar a disputar a Prefeitura de São Paulo. Em entrevista à coluna Vinicius Passarelli, do Metrópoles, ela afirmou que pretende concorrer novamente ao cargo, mas ponderou que a decisão dependerá do cenário político nacional e das prioridades do país nos próximos anos.

Tabata disputou a eleição municipal de 2024 pelo PSB e terminou em quarto lugar, com aproximadamente 605 mil votos. Reeleita para o terceiro mandato na Câmara dos Deputados em 2026, a parlamentar terá de conciliar o projeto municipal com sua atuação em Brasília.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também aparece no radar da esquerda para uma eventual nova disputa municipal. O deputado federal foi candidato à Prefeitura de São Paulo em 2020 e 2024, quando chegou ao segundo turno contra Ricardo Nunes, mas não conseguiu vencer a eleição.

Apesar da experiência eleitoral na capital e da projeção nacional, Boulos não confirmou interesse em concorrer novamente. Em entrevista publicada pelo Estado de Minas, questionado sobre uma candidatura em 2028, afirmou que seu foco está em ajudar o presidente Lula.

O ministro também mencionou divergências internas no PSOL e a possibilidade de seu grupo discutir novos caminhos políticos. Alexandre Padilha (PT)O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é outro nome associado às articulações do PT para a disputa municipal.

A possibilidade de uma candidatura em 2028 já foi mencionada por integrantes do partido, que enxergam no ministro uma alternativa para fortalecer a legenda na capital paulista. Luna Zarattini também foi citada entre as alternativas do PT para a sucessão municipal.

A parlamentar ganhou espaço na política paulistana e, nas eleições de outubro de 2026, foi eleita deputada federal por São Paulo, com 233.733 votos. A economista Marina Helena é outro nome que pode representar o campo da direita liberal em uma futura disputa municipal.

Candidata do Novo à Prefeitura de São Paulo em 2024, ela voltou a disputar as eleições em 2026 e foi eleita deputada federal, com 230.866 votos. A eleição para a Câmara amplia sua presença política e sua capacidade de articulação no estado.

A eleição de 2028 também será importante para o grupo político do atual prefeito. Reeleito em 2024, Ricardo Nunes (MDB) não poderá concorrer a um terceiro mandato consecutivo.

Por isso, a estratégia da administração é encontrar um sucessor capaz de preservar a aliança que reúne partidos de centro e direita na capital, além de manter a influência de Nunes para os próximos anos. O prefeito já afirmou que pretende escolher alguém que já integre sua equipe e tenha condições de dar continuidade ao trabalho da gestão.

A sucessão também está relacionada aos planos políticos de Nunes para 2030, quando poderá buscar um novo cargo eletivo, possivelmente o governo estadual. Um dos nomes que ganhou força nesse processo é o do deputado federal eleito Sidney Cruz (MDB), ex-secretário municipal de Habitação.

Segundo informações publicadas pelo Painel, da Folha de S.Paulo, Nunes considera que a eleição de Cruz para a Câmara dos Deputados fortaleceu a possibilidade de lançá-lo como sucessor. Ele recebeu 130.951 votos nas eleições de 2026 e foi o segundo candidato mais votado do MDB na disputa para deputado federal em São Paulo.

O secretário municipal de Subprefeituras, Fabrício Cobra, também está entre os nomes considerados para representar a atual administração. Próximo de Ricardo Nunes, ele tem como trunfo a atuação na estrutura municipal e o relacionamento com as 32 subprefeituras da capital.

Cobra deixou o PSDB em 2024 e precisaria definir sua filiação partidária para viabilizar uma candidatura. Seu nome aparece nas articulações do prefeito como uma alternativa interna, embora ainda não tenha construído uma trajetória eleitoral comparável à de outros possíveis concorrentes.

O presidente da SP Urbanismo, Pedro Fernandes, completa a lista de nomes ligados à administração municipal. Ele aparece nas articulações para a sucessão de Nunes, mas, assim como Fabrício Cobra, ainda não passou por uma disputa eleitoral.

O cenário de 2028 ainda deve ser influenciado pelo desempenho das administrações municipal e estadual, pela popularidade do governo Lula e pela capacidade dos partidos de construir alianças. Para a direita, a escolha de um candidato ligado à gestão Nunes pode ser decisiva para preservar o comando da capital.

Já a esquerda terá de definir se aposta em nomes com experiência eleitoral, como Boulos e Tabata, ou em novas lideranças. Camila Souza é repórter do ND Mais em São Paulo, de onde apura e escreve sobre os principais assuntos da maior cidade do Brasil.

Integrante do Núcleo Nacional, cobre política, economia, segurança pública e o que mais impacta a população do estado. Acompanha especialmente movimentações políticas e o que acontece na Grande São Paulo, incluindo a capital paulista, Guarulhos, Campinas, São Bernardo do Campo, Osasco e a região.

Formada pela UniRitter, em Porto Alegre, trabalha com comunicação desde 2020 e tem experiência em redação multimídia e edição de conteúdo, com passagens por portais de notícias e jornal impresso. Foi repórter nas Eleições 2022 e integrou o Projeto Comprova, iniciativa nacional de checagem de fatos.

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