Nos Aflitos, não há espaço para outro resultado, e Avaí pode repetir estratégia de Cuiabá

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Avaí joga sua sobrevivência na Série B diante do Náutico e deve apostar na consistência defensiva e na eficiência dos contra-ataques O Avaí tem 90 minutos para manter viva a esperança de permanência na Série B.

Contra o Náutico, nos Aflitos, neste sábado (31), às 19h30, não existe outro resultado que sirva efetivamente aos interesses do Leão. Uma derrota livra o adversário e, de quebra, também o Atlhletic.

E com isso Ceará jogará por um empate na rodada para rebaixar o Leão. Um empate do Avaó com Náutico mantém possibilidades matemáticas, mas deixa o clube em situação extremamente delicada, dependendo de uma combinação de resultados nas duas rodadas finais, que é o Leão vencer e Ceará e Náutico não pontuarem.

Por isso, é vencer ou vencer. Acredito que Marquinhos Santos deva repetir a estratégia utilizada na última vitória fora de casa, diante do Cuiabá.

Uma equipe mais reativa, compactada, com cinco jogadores no meio de campo e apostando nos contra-ataques. Os retornos de João Victor e Wenderson, depois de cumprirem suspensão, reforçam essa possibilidade.

Sem Luiz Henrique, Paulo Vítor ganha espaço naturalmente. Assim, Zé Ricardo, Paulo Vítor, Jean Lucas, Daniel Penha e Wenderson formariam o setor de meio-campo, com este último atuando novamente pelo lado direito.

Na frente, a dúvida fica entre Rildo e Caio Suassuna. Particularmente, optaria por um jogador de velocidade, com característica de beirada, capaz de aproveitar os espaços que o Náutico poderá oferecer quando se lançar ao ataque.

Foi justamente essa possibilidade que o Avaí encontrou contra o Cuiabá. Produziu pouco ofensivamente, construiu poucas jogadas e finalizou pouco, mas foi letal na oportunidade que teve e voltou para casa com os três pontos.

Na defesa, sem Allyson, acredito na entrada de Pedrão ao lado de Jefferson Maciel. Reynaldo ainda está na primeira semana de transição após a lesão na coxa direita.

Mesmo sendo o jogador mais experiente, neste momento é importante contar com atletas fisicamente mais inteiros. João Victor retorna naturalmente à lateral direita, enquanto Douglas Teixeira deve ser mantido pelo lado esquerdo.

O Avaí precisa entender que vencer não significa jogar de maneira afoita. Não pode confundir urgência com desorganização.

O elenco tem limitações conhecidas, especialmente na capacidade de construção e na qualidade ofensiva. Portanto, será necessário um trabalho coletivo muito bem executado, com marcação forte, linhas compactas e aproveitamento máximo das poucas oportunidades que aparecerem.

Há alternativas para o segundo tempo. Gaspar, Hyan e Gabriel Cipriano, por exemplo, que mesmo com suas conhecidas limitações técnicas, abaixo dos titulares, podem oferecer outras características e alguma velocidade para tentar aumentar a produção ofensiva, dependendo do cenário da partida.

Mas a estratégia inicial precisa ser bem definida e respeitada. É importante lembrar que, contra o Cuiabá, o Avaí também sofreu.

Foram duas bolas na trave do adversário. Se tivessem tomado outro endereço, a história poderia ter sido diferente.

Por isso, repetir o modelo não significa ignorar os riscos. Pelo contrário: será necessário elevar o nível de atenção defensiva e de concentração.

O Avaí precisa da mesma eficiência que teve em Cuiabá, mas com uma marcação ainda mais consistente. Não há margem para erros.

São 90 minutos para fazer o resultado que mantém o Leão respirando na competição. Nos Aflitos, será preciso competir, resistir e ser decisivo.

A hora é de vencer.

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