O Brasil tinha tudo para celebrar sua nona vitória em 10 etapas do Circuito Mundial de Surfe nesta sexta-feira, com três representantes na semifinal. Mas o 'intruso' norte-americano Griffin Colapinto estragou a festa verde e amarela ao bater Yago Dora na semifinal e Gabriel Medina, algoz de Italo Ferreira, na decisão da etapa de Peniche, em Portugal, com incrível virada no fim, após excepcional 9,43 que garantiu o título: 17,60 a 16,77.
Foi o terceiro vice de Medina na temporada. Ele vinha do segundo lugar em Fiji, há duas etapas, e também caiu da decisão em Margaret River.
Ainda sonhando com o título, ele ganhou apenas em Goald Coast, na Austrália, na terceira etapa. A final começou com os surfistas dispostos a abrir logo vantagem.
Medina logo fez 7,67 em sua primeira manobras. Mas a resposta veio de imediato, com Colapinto o superando com 8,17.
Diferentemente do começo dia, o mar em Peniche melhorou bastante para a definição da etapa. Agressivo, o norte-americano ampliou sua vantagem para 15,74 com onda de 7,57.
O brasileiro precisava e 8,08 para assumir a liderança da disputa e mostrava paciência para escolher a onda correta. Quando o fez, levou o público à loucura e saiu com os braços erguidos, comemorando por resistir até o fim do tubo.
Os árbitros demoraram para dar a nota, mas os 8,20 o colocaram na frente. Apesar de a vantagem ser de somente 0,13 pontos, Colapinto precisava melhorar sua nota de 7,57, já que valem a soma dos resultados e ele, portanto, necessitava de uma onda perfeita para, no mínimo, 7,71 com 18 minutos no relógio.
Medina tratou, então, de dificultar mais as coisas para o norte-americano ao realizar uma proeza ainda maior na final, com impressionantes 8,57 em onda perfeita. A melhor nota do dia o deixou com a mão no troféu.
Apenas um 8,60 o desbancaria. Mas o surfe é imprevisível por isso.
Colapinto estava praticamente sem chances quando fez o tubo da vida em Peniche, para revirar o placar com 9,43 e comemorar muito. MEDINA VIRA SOBRE ITALO NA SEMIFINAL E DORA PERDE EM DIA DE QUEDA FEIA Depois de dois dias de adiamentos pela má condição climática, os surfistas voltaram ao mar nesta sexta-feira e logo com batalha brasileira entre Italo Ferreira e Gabriel Medina para se definir o primeiro finalista em Portugal.
E Italo começou melhor, encarando as pequenas ondas no mar revolto. Em quatro tentativas, somava 5,33 diante de 0,50 de Medina, que arriscou somente uma manobra, sem sucesso.
Restando pouco menos de 20 minutos, os surfistas "aguardavam" por uma onda que parecia não querer aparecer. Quem conseguiu encaixar um razoável tubo foi Italo, logo ampliando a vantagem para 8,93 diante de 3,00 de Medina, visivelmente incomodado com as condições do mar.
Eis que o tricampeão do mundo fez uma espetacular manobra, celebrando muito e pedindo nota 10. Com 8,17, virou a bateria para 11,67 diante de 8,93 do compatriota, que necessitava de 7.08.
O relógio passou rápido, ninguém mais conseguiu nada na bateria e a virada acabou consumada diante do campeão olímpico. Logo depois, foi a vez de Yago Dora desafiar o 'intruso' Griffin Colapinto, que largou logo com 3,00 e ampliou para 8,33 na segunda semifinal.
A primeira onda do brasileiro lhe rendeu 4,50 e logo ele se igualou ao adversário com um 4,33, mas em desvantagem pelo 5,83 somado pelo norte-americano. A disputa era acirrada, mas Dora acabou prejudicado pela necessidade de sair do mar para trocar a prancha quebrada após queda feia, de costas e com os pés para o alto.
Enquanto estava fora da disputa, viu o oponente encaixar sua melhor manobra, um 7,83, ampliando a vantagem (13,66 a 8,83). Diferentemente da primeira semifinal, desta vez não ocorreu a virada.
Dora necessitava de uma onda perfeita, com 9,16, ou duas belas manobras. Não conseguiu fazer mais nada, ainda viu Colapinto ampliar para 14,33 e, mesmo líder da temporada, acabou eliminado sem ameaçar o adversário.
A decisão foi Brasil x Estados Unidos e com final decepcionante para a Brazilian Storm.
O Liberal