'New York Times' elege as 100 melhores séries de TV do século XXI

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A televisão definiu a cultura popular do século XXI. Com a ascensão da "era de ouro" da TV e do streaming, somada à migração de grandes estrelas do cinema para a televisão, uma geração ambiciosa e diversa de contadores de histórias revolucionou o meio ao longo das últimas duas décadas e pouco.

De Cingapura a Bangkok: roteiro de trem conecta gastronomia, atrações naturais e grandes cidades Robert Plant joga bingo às terças-feiras em pacata vila britânica onde mora há anos; conheça

Para identificar os melhores trabalhos desse período, pedimos a centenas de estrelas, showrunners, profissionais da indústria, executivos e outros especialistas do setor que votassem nas 10 melhores séries que estrearam a partir de 1º de janeiro de 2000. (Portanto, não espere encontrar na lista "Família Soprano", que estreou em 1999.)

Entre as mais de 500 pessoas que participaram, estão nomes como Elisabeth Moss, Adam Scott, Bryan Cranston, Rose Byrne, Colman Domingo e Jason Bateman, além de showrunners como Damon Lindelof, Lena Dunham, Lena Waithe e Noah Hawley. Confira a classificação abaixo.

1. Breaking Bad (2008-13)

Walter White (Bryan Cranston) em cena do episódio "Ozymandias", da quinta temporada de "Breaking Bad" Reprodução

Logo no início desta saga criminal, Walter White (Bryan Cranston), o professor de química que se torna um barão das drogas, explica ao seu aluno-cúmplice, Jesse Pinkman (Aaron Paul), o plano para fabricar metanfetamina de alta qualidade sem recorrer à pseudoefedrina encontrada em farmácias.

“É isso aí, ciência!”, exclama Jesse. “Breaking Bad” era repleta de resoluções para problemas técnicos — esse era o motor que impulsionava uma trama em aceleração constante.

Mas o que tornou a série inigualável foi sua investigação moral humanista, centrada em como Walter — um homem apagado, acometido por um câncer e sobrecarregado com contas médicas — mergulhou no crime (ou, talvez, em como a emoção e a glória do sucesso no crime revelaram o vilão que sempre existiu dentro dele.)

Com atuações primorosas e uma fotografia meticulosa, “Breaking Bad” evoluiu da premissa de “criminoso nerd” para uma grandiosa história americana sobre ganância e soberba. Sim, havia uma ciência por trás das emoções e das tragédias da série.

Mas, acima de tudo, havia arte. — JAMES PONIEWOZIK

2. The Wire (2002-08)

'The Wire': série de David Simon ficou no ar entre 2002 e 2008 Divulgação

Eis o Olimpo dos anti-heróis da era dos anti-heróis: policiais, traficantes, trabalhadores portuários e políticos perturbados, narcisistas, psicopatas, detestáveis ​​e insaciavelmente libidinosos que tentam navegar por uma catástrofe urbana sem fim. Uma mistura de Dickens, Dostoiévski e “Roots”.

E Jay-Z. E Frederick Wiseman e uma encenação improvável de décadas de reflexão sociológica, jornalística e epidemiológica.

Assim como “Orange Is the New Black” — sua “irmã” que hoje parece ter sido esquecida (e não consta nesta lista) —, “The Wire” é um milagre que jamais deveria ter funcionado: pessoas brancas imaginando a vida de pessoas negras e atores até então desconhecidos entregando atuações que os lançaram ao estrelato.

E, ainda assim, sua escuta aguçada, seu faro apurado e sua linguagem chula sustentaram a ilusão de que criar personagens vivos e pulsantes era a coisa mais simples do mundo. A série transcende o rigor meticuloso de sua execução e de seu processo de criação, revelando um “canto sombrio do experimento americano”.

— WESLEY MORRIS 3.

Mad Men (2007-15) Peggy Olson (Elisabeth Moss) Don Draper (Jon Hamm) em "Mad Men"

Reprodução Era, como Don Draper (Jon Hamm) nos disse em sua famosa apresentação para o Kodak Carousel, uma máquina do tempo.

Esta série, ambientada na indústria publicitária das décadas de 1960 e início de 1970, trabalhava com a nostalgia — que, como Don observou naquela mesma apresentação, é um conceito enraizado na dor. Mas a obra evitou os clichês de época ao criar personagens que, embora situados no passado, carregavam seus próprios passados ​​— incluindo segredos pessoais, lembranças de guerra e lutas.

Era também uma história sobre a arte de contar histórias, centrada nos homens (e, com o tempo, nas mulheres) que escreviam a narrativa dos desejos, medos e aspirações dos americanos, um anúncio por vez. Com uma sagacidade implacável e muita elegância, “Mad Men” nos apresentou uma narrativa de transformação pessoal em tempos de mudanças aceleradas.

Nós compramos a ideia. — JAMES PONIEWOZIK

4. Succession (2018-23)

Sucession HBO

“Eu amo vocês, mas vocês não são pessoas sérias”, disse o beligerante bilionário Logan Roy (Brian Cox) aos seus quatro filhos adultos e gananciosos, logo no início da temporada final deste drama da HBO sobre herança. No rosto do homem que construiu seu próprio império lia-se uma decepção paternal profunda, que parecia ir até a medula.

E, ainda assim, nós acompanhávamos com total interesse o desfecho das disputas de poder da família Roy — lutas cruéis, barrocas e, muitas vezes, comicamente absurdas. Desde as maquinações do filho pródigo e suposto herdeiro, Kendall (Jeremy Strong), um sujeito melancólico e fragilizado, até as reviravoltas conjugais e políticas enfrentadas pela única filha de Logan, Shiv (Sarah Snook).

É verdade, os muito ricos são diferentes de nós. Mas, na mistura extravagante de herdeiros emocionalmente frágeis e arrivistas sem vergonha que a série apresenta, a natureza humana encontrou um espelho de parque de diversões — daqueles que distorcem a imagem de forma cômica.

— LEAH GREENBLATT 5.

Fleabag (2016-19) A atriz Phoebe Waller-Bridge faz careta em cena de sexo anal na série 'Fleabag'

Reprodução/Fleabag A anti-heroína autossabotadora e sexualmente compulsiva, com um brilho no olhar e cachos nos cabelos; o equilíbrio da mistura ousada entre farsa cômica frenética e tragédia; as frequentes quebras da quarta parede, feitas com uma piscadela para o espectador.

Como criadora e protagonista desta obra-prima de duas temporadas, Phoebe Waller-Bridge ajudou a expandir as possibilidades do formato televisivo de meia hora, adaptando seu espetáculo solo teatral em uma narrativa brilhantemente multifacetada sobre luto, romance (viva o "Padre Gato"!) e o amadurecimento na casa dos 30 anos — tudo isso em menos de seis horas de duração.

— LEAH GREENBLATT 6.

Game of Thrones (2011–2019) Jon Snow poupa a vida de Ygritte, em cena da série 'Game of Thrones'

Reprodução/HBO A saga épica e sangrenta, que acompanha clãs disputando o poder sob a ameaça de um apocalipse, foi o maior espetáculo da Terra — não tanto no sentido televisivo, mas no estilo circense.

Em alguns domingos à noite, era difícil acreditar no que se via, com exércitos, dragões e zumbis de gelo devastando Westeros. Contudo, o espetáculo, os excessos de violência e o desfecho controverso podem, hoje, ofuscar o quanto “Game of Thrones” brilhava nos aspectos propriamente televisivos.

O roteiro era irônico e repleto de reviravoltas, o universo criado era fascinante e o elenco, frequentemente, entregava atuações excepcionais — especialmente Peter Dinklage, Lena Headey e Nikolaj Coster-Waldau, aquele bando de Lannisters malucos. O inverno acabou chegando, mas a série, por sua vez, foi feita para todas as estações.

— JEREMY EGNER 7.

Veep (2012-19) Julia Louis-Dreyfus como Selina Meyer em "Veep"

Lacey Terrell/HBO Julia Louis-Dreyfus ganhou seis Emmys consecutivos por seu papel como a insegura e absolutamente covarde vice-presidente Selina Meyer — o que diz muito sobre a qualidade desta comédia política da HBO.

Poucas séries ofereceram tantas risadas por minuto, e menos ainda foram tão audaciosas (ou gloriosamente repletas de palavrões). Mas a sátira acabou sendo, talvez, ainda mais premonitória do que seu criador, Armando Iannucci, poderia ter imaginado: chega a bater uma nostalgia de uma época em que apenas políticos fictícios eram abertamente niilistas e grosseiros na tela.

— AUSTIN CONSIDINE 8.

30 Rock - Um Maluco na TV (2006-13) 30 Rock

Divulgação A "sitcom das sitcoms".

A sátira de Tina Fey sobre a indústria televisiva destilou um estilo de absurdismo pop que remonta a nomes como Lucille Ball e Ernie Kovacs, conferindo-lhe uma roupagem típica da Geração X, marcada por uma mistura de sagacidade e insegurança. As representações de tipos do meio artístico criadas por Fey foram tão precisas que ganharam contornos alegóricos: Fey como a produtora dedicada; Jack McBrayer como o estagiário ingênuo; Jane Krakowski e Tracy Morgan como as estrelas narcisistas; e, de forma magistral, Alec Baldwin como o chefe brilhante, porém tóxico.

Somente alguém com um amor incondicional pelo que faz seria capaz de dissecar esse universo de maneira tão completa. — MIKE HALE

9. Curb Your Enthusiasm (2000-24)

'Curb your enthusiasm' está no ar na HBO Divulgação

Larry David elevou as pequenas implicâncias a uma forma de arte hilariante, perambulando por Los Angeles e confrontando aqueles que violavam seu peculiar (mas, no fundo, muitas vezes razoável) código de ética. Entre os alvos estavam pessoas que abusam de amostras grátis, gente que fura fila puxando conversa, prestadores de serviço mal-humorados e até seus próprios amigos, interpretados, entre outros, por Jeff Garlin, J.B.

Smoove e, de forma inesquecível, Susie Essman. O resultado foi um marco fundamental da "comédia do constrangimento" a ponto de o tema musical da série — aquele "bum-bum-bum" característico — ter se tornado a trilha sonora da internet para situações de desconforto social.

— JEREMY EGNER 10.

Atlanta (2016-22) "Atlanta"

Reprodução Onde fica Atlanta? Fica no centro-norte da Geórgia.

É o coração do hip-hop americano. É uma capital regional da cultura e do dinamismo negro nos Estados Unidos.

E, nesta série surreal de Donald e Stephen Glover, Atlanta era um estado de espírito, de precariedade, de fluxo constante. A série acompanhava um círculo de pessoas ligadas ao meio artístico, mas sempre fazendo desvios por caminhos menos óbvios.

Às vezes, Atlanta estava em Amsterdã. Às vezes, no passado.

Por vezes, “Atlanta” era a comédia mais engraçada da TV; em outras, o drama mais assustador. O que unia essa colagem fragmentada era a percepção do caráter insólito da vida, tal como vivenciada por seus personagens, para os quais a instabilidade era uma constante.

“Atlanta” podia ser qualquer coisa, em qualquer lugar. E, como acontece com grande parte da melhor televisão, a série nunca permitia que você se sentisse confortável demais, por muito tempo, em um único lugar.

— JAMES PONIEWOZIK 11.

The Office (EUA) (2005-13) 12.

Arrested Development (2003-19) 13.

Girls (2012-17) 14.

Friday Night Lights (2006-11) 15.

Six Feet Under (2001-05) 16.

The Office (U.K.) (2001-03) 17.

The Americans (2013-18) 18.

I May Destroy You (2020) 19, Chernobyl (2019)

20. The Crown (2016-23)

21. The White Lotus (2021- ainda no ar)

22. Lost (2004-10)

23. The Comeback (2005-26)

24. Deadwood (2004-06)

25. The Leftovers (2014-17)

26. Black Mirror (2011- ainda no ar)

27. Better Call Saul (2015-22)

28. Band of Brothers (2001)

29. Key & Peele (2012-15)

30. Severance (2022 - ainda no ar)

31. Survivor (2000- ainda no ar)

32. Andor (2022-25)

33. Enlightened (2011-13)

34. Schitt’s Creek (2015-20)

35. True Detective (2014)

36. The Pitt (2025 - ainda no ar)

37. Battlestar Galactica (2005-09)

38. Homeland (2011-20)

39. Watchmen (2019)

40. Adolescence (2025)

41. Louie (2010-15)

42. Hacks (2021-26)

43. Peaky Blinders (2013-22)

44. BoJack Horseman (2014-20)

45. Happy Valley (2014-23)

46. Broad City (2014-19)

47. Twin Peaks: The Return (2017)

48. House of Cards (2013-18)

49. Normal People (2020)

50. Parks and Recreation (2009-15)

51. The Good Place (2016-20)

52. Downton Abbey (2010-15)

53. Stranger Things (2016-25)

54. The Bureau (2015-20)

55. Insecure (2016-21)

56. Nathan for You (2013-17)

57. I Think You Should Leave (2019 - ainda no ar)

58. Chappelle’s Show (2003-06)

59. PEN15 (2019-21)

60. Peep Show (2003-15)

61. RuPaul’s Drag Race (2009 - ainda no ar)

62. Slow Horses (2022 - ainda no ar)

63. The Thick of It (2005-12)

64. Anthony Bourdain: Parts Unknown (2013-18)

65. Mare of Easttown (2021)

66. The Rehearsal ( 2022 - ainda no ar)

67. The Handmaid’s Tale (2017-25)

68. Ozark (2017-22)

69. Anthony Bourdain: No Reservations (2005-12)

70. The Shield (2002-08)

71. Beef (2023)

72. Round 6 (2021-25)

73. Barry (2018-23)

74. The Bear (2022-26)

75. Ted Lasso (2020 - ainda no ar)

76. Somebody Somewhere (2022-24)

77. Modern Family (2009-20)

78. It’s Always Sunny in Philadelphia (2005 - ainda no ar)

79. The Good Wife (2009-16)

80. How To with John Wilson (2020-23)

81. The Queen’s Gambit (2020)

82. Better Things (2016-22)

83. Justified (2010-15)

84. Planet Earth (2006)

85. The Great British Baking Show (2010 - ainda no ar)

86. Shogun (2024 - ainda no ar)

87. Reservation Dogs (2021-23)

88. Dexter (2006-13)

89. Baby Reindeer (2024)

90. Eastbound & Down (2009-13)

91. Catastrophe (2015-19)

92. The Night Of ( 2016)

93. Station Eleven (2021-22)

94. The Diplomat (2023 - ainda no ar)

95. House (2004-12)

96. Halt and Catch Fire (2014-17)

97. Community (2009-15)

98. The OA (2016-19)

99. Gilmore Girls (2000-07)

100. Scandal (2012-18)

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