A vereadora Inalda do Carmo Bednarski (PSD) subiu à tribuna da Câmara de Camboriú nesta terça-feira (3) para dizer que não é “uma sem-vergonha”, depois das críticas ao projeto que aumenta o vale-alimentação dos vereadores. Os registros da própria Câmara mostram que ela ajudou a criar o benefício em 2025 e assinou o projeto do novo aumento.
Inalda votou a favor do vale nas duas votações de 5 de junho de 2025, segundo o relatório de votação nominal da Câmara. O projeto criou o vale de R$ 896,93 por mês para os vereadores, com pagamento em dobro em dezembro, e passou por 10 votos a 0.
Ela assinou o texto como 1ª secretária da Mesa Diretora, ao lado de Marlon Borsatto (MDB), Victor Piccoli (PDT) e Fabiano Olegário (PL). Na tribuna, a vereadora disse que a última pessoa que mandou ela “criar vergonha na cara” foi a mãe, que já morreu.
“Eu não vi esse projeto. Esse projeto não chegou na minha mão.
Eu soube pela internet”, afirmou Inalda, sobre a proposta que fixa o vale de vereadores e servidores da Câmara em R$ 1.103,26. Ela também disse que o projeto “não passou por nós” e que foi feito pela procuradoria.
O novo projeto foi apresentado em 20 de outubro pela Mesa Diretora, formada por Fabiano Olegário (PL), Victor Piccoli (PDT), Inalda e Irmão Maier (MDB). O extrato de assinatura digital do documento, publicado no site da Câmara, registra a assinatura de Inalda às 13h43 daquele dia.
Para os vereadores, o aumento é de R$ 206,33 por mês, cerca de 23%. Inalda disse que é contra o 13º do vale, que chamou de “imoral”, e defendeu que o projeto serve para equiparar os servidores da Câmara.
Segundo a vereadora, o texto ainda não passou pelas comissões nem foi votado em plenário. © Jornal Razão.
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