“Não é perseguição política, é por foragido mesmo”, diz delegada de SC sobre Flávio estar nos EUA

“Não é perseguição política, é por foragido mesmo”, diz delegada de SC sobre Flávio estar nos EUA - Foto
Fonte da notícia: Jornal Razão Jornal Razão

A delegada Jucinês Ferreira, da Polícia Civil de Santa Catarina, publicou nesta quarta-feira (28) um vídeo nas redes sociais para rebater quem diz que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é vítima de perseguição política. “Não é perseguição política, tá? É por foragido mesmo”, afirmou.

No vídeo, de quase nove minutos, ela diz que não há procedimento aberto pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, do STF, e sim três inquéritos tocados pela Polícia Federal. Segundo a delegada, um trata de dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, outro envolve o advogado Willer Tomaz, amigo do senador, e o terceiro apura calúnia contra o presidente Lula.

“Não tem Xandão decidindo de forma arbitrária. Tem a Polícia Federal se manifestando a respeito”, disse.

Para ela, Flávio estava “imune” enquanto era candidato a presidente e voltou à condição de investigado depois da derrota no segundo turno. “Ele tá fugindo por causa disso, porque ele tem aí algo muito substancial contra a pessoa dele”, afirmou.

A delegada diz que a PF deve fazer um relatório ao relator do caso e que “possivelmente vai representar pela preventiva”. A Polícia Federal informou nesta quarta-feira (28) que Flávio, no momento, não é considerado foragido da Justiça nem é alvo de mandado de prisão.

Segundo a PF, a restrição aos documentos de viagem não caracteriza a condição de foragido e não autoriza prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares. A corporação investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais e diz não haver registro oficial da saída do senador pelos postos de imigração do Brasil.

No domingo (25), noite do segundo turno, a PF pediu ao STF medidas cautelares contra o senador. Moraes cancelou os passaportes de Flávio, mandou incluir o nome dele no alerta migratório e o proibiu de sair do país, num processo que apura suspeita de lavagem de dinheiro.

Na segunda (26), intimado pela PF, Flávio disse em vídeo que nunca pensou em sair do país. Na terça (27), às 22h50, ele cruzou a ponte de Foz do Iguaçu para a Argentina com a mulher e as filhas e, de lá, seguiu num jatinho.

Nesta quarta (28), a família desembarcou em Miami, nos Estados Unidos. Flávio nega irregularidades nos casos que envolvem Vorcaro e Willer Tomaz.

Nos Estados Unidos, ele publicou nesta quarta uma carta em que se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, trecho que depois trocou por “líder do Brasil”. © Jornal Razão.

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