O Museu do Holocausto e a Federação Israelita se pronunciaram nas redes sociais sobre um caso envolvendo o livro “Diário de Anne Frank”. Durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, viralizou um vídeo de uma frequentadora dizendo que o pior livro que ela leu foi justamente o de Anne Frank. Ela justificou a escolha dizendo que o considerava “vitimista”. Grammy Latino 2026: Anitta, João Gomes e Marina Sena estão entre brasileiros indicados; veja a lista Academia Brasileira escolhe 'Feito Pipa' como representante do Brasil no Oscar 2027 A fala gerou críticas de leitores, historiadores e criadores de conteúdo, que mencionaram falta de conhecimento da frequentadora quanto ao contexto histórico da obra, além de empatia pelo relato.
No Instagram, o Museu do Holocausto e a Federação Israelita reforçaram que o “Diário de Anne Frank” é o registro de uma adolescente submetida à perseguição nazista. Anne Frank foi uma jovem judia de 13 anos que fugiu do regime nazista de Amsterdã. Por cerca de dois anos, ela ficou escondida com sua família em um esconderijo em sua casa. O livro virou documento histórico sobre o período.
“Narrar o sofrimento não significa fazer dele uma identidade”, completa a publicação do Museu do Holocausto e da Federação Israelita.
Seu diário foi escrito entre 12 de junho de 1942 e 1° de agosto de 1944. O esconderijo deles foi descoberto pela polícia poucos dias depois do último registro, após uma denúncia anônima.
CBN