Fórum Valor-Amcham debate em NY como potencial do Brasil vira resultado

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Fonte da notícia: Valor Valor

Marcelo Marangon, co-head global de corporate banking do Citi Vanessa Carvalho/Valor O Brasil está bem posicionado em uma economia global em transformação, mas o desafio é converter seus ativos em investimentos, crescimento e competitividade, o que exige diálogo e previsibilidade. É o que apontaram os palestrantes na abertura do Fórum Agenda Global 2026, iniciativa do Valor Econômico e da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil). Realizado em Nova York durante a semana da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e em meio à Climate Week, o evento reuniu lideranças empresariais, autoridades e especialistas. Os debates apontaram uma globalização mais fragmentada, analisaram os impactos da inteligência artificial (IA) sobre energia, produtividade e comunidades e destacaram as vantagens do Brasil em minerais críticos e energia renovável, além do desafio de avançar no processamento desses minerais. Na indústria, a discussão indicou que o Brasil deve tratar a IA como tema estratégico e que uma política pública bem feita, com responsabilidade fiscal, pode ajudar a atrair investimentos ao país, inclusive para além da tecnologia. Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, na abertura do evento Vanessa Carvalho/Valor Diante do super El Niño que deve vir e de outros eventos climáticos extremos, especialistas ressaltaram a necessidade de adaptação, resiliência e cooperação entre os setores públicos e privados. Na abertura, Maria Fernanda Delmas, diretora de redação do Valor, afirmou que “diante de um cenário mais complexo internacionalmente, inovação, competitividade, resiliência e cooperação serão fatores cada vez mais decisivos tanto para países quanto para empresas”. Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, disse que tecnologia, energia, clima, competitividade e segurança fazem parte de “uma mesma equação que tem redesenhado o ambiente global”. No centro dessas transformações está a geopolítica, com efeitos sobre comércio, investimentos e decisões de governos e empresas. Nesse cenário, destacou ativos brasileiros como produção de alimentos, matriz energética renovável, recursos naturais e biodiversidade, além de oportunidades em data centers, minerais críticos e biocombustíveis. “O desafio é como transformar esse potencial em resultados, em geração de valor, de inovação e de investimentos”. Marcelo Marangon, co-head global de corporate banking do Citi (o banco sediou o evento em Nova York), disse que tensões geopolíticas, mudanças nas cadeias de suprimentos, segurança energética, transição climática e IA estão redefinindo a forma como as empresas investem, produzem e competem. Ele destacou a energia renovável como vantagem brasileira e afirmou que transformar esse potencial em investimentos exige mais do que capital. “Exige diálogo, previsibilidade e colaboração entre governos, empresas, instituições financeiras e investidores”. O evento conta com a parceria estratégica do Citi, patrocínio master da Philip Morris Brasil, patrocínio de prefeitura do Rio de Janeiro, Copel, ApexBrasil e JBS, companhia aérea oficial Latam e apoio de Binatural, Vale, Ibram e Samarco.

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