A reeleição do presidente Lula da Silva confirmou seu peso na diplomacia internacional, atraindo rapidamente o reconhecimento das principais potências mundiais. O amplo endosso global, que vai dos vizinhos sul-americanos aos parceiros do Brics e nações europeias, isola a postura de figuras como Donald Trump e Javier Milei.
Ambos destoam do resto do mundo ao manterem uma verborragia hostil e uma dificuldade recorrente em respeitar processos eleitorais alheios. Leia mais
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A relação política que Lula cultiva há muitos anos no exterior transforma o Brasil em um adversário que dificilmente pode ser tratado como “peso pena” na retórica internacional. Essa forte musculatura diplomática ficou evidente nas mensagens enviadas por líderes estratégicos logo após a confirmação das urnas, blindando o resultado contra narrativas de deslegitimação.
Na Europa, nomes de peso como o presidente da França, Emmanuel Macron, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, formalizaram apoio à continuidade da parceria com o governo brasileiro. O rápido movimento europeu a favor de Lula contrasta frontalmente com a difícil recepção que Trump encontra hoje no continente, onde sua escalada agressiva gera forte resistência institucional.
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A presidente do México, Cláudia Sheinbaum, afirmou que “ganhou o povo do Brasil”. A mesma tônica foi adotada pelo canadense Mark Carney e por vizinhos estratégicos como Santiago Peña (Paraguai) e Rodrigo Paz Pereira (Bolívia), que reforçaram a agenda comum de integração e desenvolvimento.
Isolamento da extrema-direita e o aval do Brics O fato de Trump insistir em não respeitar a própria eleição e tratar outros países de forma brutal evidencia uma estratégia que cobra um preço diplomático cada vez mais alto.
Enquanto ele e o presidente argentino Javier Milei se fecham em seus próprios nichos, Lula garantiu também os acenos imediatos de aliados importantes do Brics, como Narendra Modi (Índia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul), consolidando seu respaldo no sul global. “A recepção interna para líderes que adotam escaladas verborrágicas e hostis a outras nações não está fácil, e na Europa o clima é muito difícil para esse tipo de retórica”, apontam observadores do cenário externo.
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Para dimensionar o apoio externo imediato recebido pelo recém-reeleito, Lula da Silva, o quadro abaixo destaca as principais lideranças de cada bloco: RegiãoLíderCargoAméricasClaudia SheinbaumPresidente do MéxicoAméricasSantiago PeñaPresidente do ParaguaiAméricasMark CarneyPrimeiro-ministro do CanadáAméricasRodrigo Paz PereiraPresidente da BolíviaEuropaEmmanuel MacronPresidente da FrançaEuropaFriedrich MerzChanceler da AlemanhaEuropaPedro SánchezPrimeiro-ministro da EspanhaBrics / OutrosNarendra ModiPrimeiro-ministro da ÍndiaBrics / OutrosCyril RamaphosaPresidente da África do Sul
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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