Entre todos os dribles contábeis usados pelo governo para contornar as metas fiscais, um tem se tornado especialmente preocupante: a multiplicação dos programas de crédito subsidiado. Ao longo deste ano, foram agraciados os mais variados setores: agronegócio, construção civil (via Minha Casa, Minha Vida), motoristas de táxi ou aplicativo, entregadores, estudantes (pelo Pé-de-Meia), microempreendedores (inclusive individuais, os MEIs), indústria (por meio do programa de socorro pelo tarifaço) ou simplesmente quem estava endividado (contemplado com as várias versões do Desenrola).
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O Globo