Mulher tem que pagar R$ 3,2 mil antecipadamente por injeção após picada de vespa nos EUA: 'sem o dinheiro, iam me deixar morrer?'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Uma mulher de 53 anos precisou pagar antecipadamente para receber uma injeção de emergência após sofrer uma reação alérgica grave provocada pela picada de uma vespa, em julho do ano passado, na Virgínia, nos Estados Unidos. Sem plano de saúde, Stephanie Rowell só recebeu o medicamento depois de desembolsar o valor exigido por uma clínica particular, apesar de apresentar dificuldades para respirar.

O episódio aconteceu quando Rowell estava na varanda da casa dos pais e foi picada pelo inseto. Inicialmente, o braço ficou vermelho e começou a coçar, mas os sintomas se espalharam para o rosto.

Enquanto o pai a levava de carro a um pronto-socorro, a cerca de 25 minutos de distância, os dois pararam em uma unidade da TruHealthNow, em Purcellville. Uma enfermeira identificou o quadro como anafilaxia, uma reação alérgica grave e potencialmente fatal, e recomendou a aplicação de epinefrina, medicamento utilizado em situações desse tipo.

No entanto, segundo reportagem da KFF Health News, uma funcionária informou que a paciente precisaria pagar US$ 400 antecipadamente pela injeção. Sem receber o medicamento antes de efetuar o pagamento, Rowell questionou se teria sido deixada sem atendimento caso não tivesse dinheiro.

— Perguntei: 'Se eu não tivesse o dinheiro, vocês simplesmente teriam me deixado morrer?' — contou à publicação, no fim do mês de outubro. A conta obtida pela KFF Health News mostra que o atendimento custou US$ 605 no total: US$ 400 pela dose de epinefrina, US$ 40 pela aplicação e US$ 165 pela consulta.

Cerca de R$ 3,2 mil. Veja:

A conta obtida pela KFF Health News. Reprodução

Clínica apresenta versões diferentes sobre atendimento A paciente afirmou que sua principal indignação não era o preço cobrado, mas a exigência de pagamento antes da aplicação do medicamento, mesmo diante de uma emergência.

O CEO da TruHealthNow, Preet Takhar, disse à publicação que a política da empresa deveria ser aplicar a injeção primeiro e resolver a questão financeira depois. Já Manbir Takhar, diretor médico da rede e esposa do executivo, afirmou que Rowell foi orientada a pagar antecipadamente porque seu estado era considerado estável.

Nos Estados Unidos, pessoas sem seguro de saúde podem enfrentar cobranças diretas em estabelecimentos particulares. No Brasil, uma paciente em situação semelhante poderia procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou um pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS), onde o atendimento de urgência e emergência é gratuito, sem cobrança antecipada pela medicação ou pelo procedimento.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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