A mulher que matou um morador de rua com machadinha no interior do Paraná foi condenada a 18 anos e nove meses de prisão. A defesa alegou que ela não podia ser responsabilizada em função da saúde mental.
Mas o Tribunal do Júri concluiu que ela era capaz de entender “o caráter ilícito” da ação. Julia Lino Baptista, de 20 anos, foi condenada a 18 anos e nove meses de prisão por assassinar um homem em situação de rua em Paranavaí, no interior do Paraná.
O crime foi em julho de 2025. Segundo a denúncia, Julia teria se aproximado da vítima, que dormia em via pública, retirado uma machadinha da bolsa e desferido diversos golpes contra a cabeça do homem, que morreu no local.
E a vítima teria sido escolhida pela ré de forma aleatória. A mulher foi localizada e presa poucas horas depois do crime, ainda em posse da arma utilizada no homicídio.
Imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e outros elementos reunidos durante a investigação contribuíram para a identificação da autora e para o esclarecimento das circunstâncias do assassinato. A defesa alegou transtorno mental.
Julia foi diagnosticada com transtorno de personalidade dissocial. Para a polícia ela teria dito que não sentiu nada ao cometer o crime.
A acusação foi acolhida de forma integral pelos jurados. Para o promotor de Justiça Fábio Camargo Neves, a decisão do júri reafirma que toda vida humana tem valor.
"Importante destacar que a vítima era uma pessoa em situação de extrema vulnerabilidade social, que foi atacada justamente em um momento em que não tinha qualquer condição de se proteger. Esse julgamento reafirma um princípio fundamental: toda vida humana tem o mesmo valor e merece a mesma proteção da justiça, independentemente da condição econômica ou social da vítima.
Foi essa mensagem sustentada pelo Ministério Público perante os jurados, que ao final acolheram de forma integral a acusação." A CBN tenta contato com a defesa de Julia Baptista.
CBN