Presa por suspeita de matar o marido, Esther Pestana Cabral foi levada para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Nesta quinta-feira, passará por audiência de custódia, a partir das 13h.
Ela foi detida na terça, por policiais civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Em depoimento, confessou ter envenenado, decapitado e esquartejado Edmilson Batista Vila Verde.
Os restos mortais dele foram espalhados em diferentes locais de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense onde ocorreu o crime. Luto: viúva de secretário morto a tiros em abordagem da PM no Rio posta homenagem nas redes sociais
Corrupção: diretora de presídio na Zona Norte do Rio é presa e afastada por desviar alimentos da cadeia A Polícia Militar foi acionada após o filho de Edmilson encontrar em casa, no bairro de Austin, parte do corpo da vítima.
Após irem ao local, os PMs fizeram contato com a DHBF. Os investigadores localizaram na residência, além do tronco de Edmilson, uma nota fiscal da compra das luvas usadas para a decapitação e o esquartejamento do corpo, possibilitando identificar a loja onde o material foi vendido.
Agentes foram até a farmácia onde as luvas foram adquiridas e identificaram Esther como a compradora, afirma a DHBF. Ainda segundo a polícia, durante uma diligência, equipes encontraram a cabeça e membros de Edmilson no carro dele, estacionado a cerca de 500 metros da casa.
Perseguição e sete tiros de fuzil: Entenda como secretário de Queimados foi morto na Avenida Brasil Levada para a DHBF junto com testemunhas, Esther inicialmente negou ter cometido o assassinato, segundo a polícia.
Mas, após ter sua versão confrontada com pistas obtidas pelos investigadores, ela acabou confessando a morte, ocorrida no dia 16 de outubro deste ano. Esther foi autuada em flagrante por ocultação do cadáver.
A DHBF representou pela decretação da prisão temporária de Esther por homicídio qualificado. O pedido está sendo analisado pela Justiça.
O Globo