Mulher compra apartamento e acha ossada de moradora morta há um ano em MG

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

Belo Horizonte — Uma mulher que comprou um apartamento em um leilão encontrou a ossada da antiga proprietária, Marilene Fátima, de 53 anos, sobre a cama do imóvel, em Patos de Minas. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o corpo teria permanecido no local por aproximadamente um ano.

A corporação investiga a hipótese de morte por intoxicação por medicamentos ou substâncias venenosas. A ossada foi encontrada por Kalina Poliana, que recebeu autorização do filho de Marilene para entrar no apartamento após a aquisição no leilão.

Com a ajuda de um chaveiro, ela conseguiu acessar o imóvel e encontrou o corpo envolto em uma coberta, sobre a cama. Em entrevista ao g1, Kalina contou que ficou abalada com a descoberta.

Segundo ela, o filho da antiga proprietária havia relatado que a mãe estava desaparecida e que teria iniciado um relacionamento amoroso e mudado de cidade. “Foi muito complicado, eu fiquei muito abalada.

Eu já tinha falado com o filho da proprietária, ele me falou que ela tinha sumido, tinha arrumado um suposto namorado. Ela comentou que iria morar com o rapaz em Varjão de Minas”, afirmou.

A mulher relatou ainda que, ao entrar no quarto, inicialmente pensou que havia alguém dormindo na cama. “Ela tinha uma coberta envolta nela.

Quando eu vi, parecia que tinha alguém deitado dormindo na cama”, contou. Desconfiada, Kalina pediu ao chaveiro que verificasse o quarto.

Foi ele quem confirmou a presença do corpo e acionou as autoridades. Em nota enviada ao Metrópoles nesta sexta-feira (6/11), a Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da morte.

A perícia técnica esteve no apartamento e não identificou lesões no corpo. O imóvel estava organizado e diversas cartas deixadas pela vítima foram encontradas no local.

Segundo informações preliminares, nos bilhetes, a mulher teria deixado orientações sobre o próprio sepultamento, incluindo as roupas com as quais gostaria de ser enterrada. Ela também teria informado que os serviços funerários já estavam pagos.

A ossada foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML), e amostras de material biológico serão enviadas para exames laboratoriais em Belo Horizonte. O objetivo é verificar a hipótese de morte por intoxicação por medicamentos ou substâncias venenosas.

A investigação preliminar aponta que a vítima teria informado aos vizinhos que se mudaria para Varjão de Minas, município da mesma região. A Polícia Civil destacou que não havia registros anteriores de desaparecimento da mulher.

As investigações continuam para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias em que o corpo permaneceu no apartamento por cerca de um ano.

Publicação Original Metropoles metropoles.com
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