Muitos eleitores decidem o voto na véspera ou até mesmo no dia de eleição, diz analista

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Fonte da notícia: Correio Brazilliense Correio Brazilliense

Durante uma entrevista ao CB.Poder — parceria do Correio com a TV Brasília — nesta terça-feira (20/10), o advogado e analista político Melillo Dinis destacou que há possíveis rumos na disputa presidencial para o segundo turno. A cinco dias para a eleição, marcada para este domingo (25), o especialista afirmou que muitas pessoas tomam decisões às vésperas ou até mesmo no dia da votação. Para ele, assim como os debates, declarações dos candidatos, dúvidas remanescentes e os conteúdos nas redes sociais desempenham papel decisivo nesta reta final. Leia também: TSE registra mudanças em 438 seções eleitorais para 2º turnoMelillo comentou que o clima de confronto direto e a falta de propostas profundas transformaram o pleito em uma disputa pautada pelo "voto de rejeição", no qual o eleitor vota contra determinado candidato e não a favor de um projeto.“O debate da Band do último domingo (18), pensando nesse contexto da informação, foi um completo desastre. Acabou virando ali uma trocação entre a quinta série e o corte da rede social”, disse aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Ana Maria Campos. Para ele, esse ambiente de confronto afasta a população e pode ampliar os números de abstenções, brancos e nulos.Leia também: Casos de assédio eleitoral no trabalho aumentam 713% no paísO especialista também defendeu a checagem de fatos em tempo real durante debates televisivos para contestar declarações falsas ou inviáveis, além da apresentação de temas complexos e estruturais para estimular mais a discussão de pautas importantes e a exposição clara da biografia e histórico dos candidatos.Segundo o entrevistado, dois fatores afetam o debate público e o futuro do país. A atual polarização, que resulta na falta de diálogo entre os dois grupos, e a tendência da despolitização, que leva à sociedade deixar de discutir soluções para os problemas reais e passa a agir como torcida organizada. Ao avaliar as duas campanhas, Melillo afirmou, ainda, que parte das propostas dos candidatos não está clara. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com o especialista, o candidato à reeleição não explicou como ficará a questão economia em 2027. “Criou tanta 'bondade' que eu não sei se o orçamento sustenta”, disse. Por outro lado, avaliou que Flávio Bolsonaro (PL) apostou no discurso de criação do Ministério da Prosperidade. "Ninguém conseguiu entender do que se trata esse ministério", apontou. *Estagiária sob a supervisão de Andreia CastroAssista ao programa na íntegra Saiba Mais Política Após alta, Janones promete retomar mobilização digital por Lula Política Casos de assédio eleitoral no trabalho aumentam 713% no país Política CPMI para investigar Flávio Bolsonaro tem mais da metade das assinaturas necessárias

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