Mudar de opinião não é falta de caráter, mas sim maior flexibilidade cognitiva, dizem especialistas em psicologia

Mudar de opinião não é falta de caráter, mas sim maior flexibilidade cognitiva, dizem especialistas em psicologia - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Enquanto algumas pessoas têm o hábito de mudar de opinião ao final de uma conversa, para dar razão à outra parte e encerrar um momento de tensão, outras fazem isso em qualquer momento do diálogo, independentemente do que possa acontecer. Diante disso, a psicologia analisou o que motiva esse comportamento diante dos outros ou em público, e os especialistas concordam que ele não está relacionado à falta de personalidade, mas a uma maior flexibilidade cognitiva.

Confira mais detalhes a seguir. O que a psicologia diz sobre quem muda de opinião em público?

Mudar de opinião em público é uma demonstração de flexibilidade cognitiva, que permite adaptar o pensamento diante de argumentos ou evidências melhores. Essa atitude está associada à humildade intelectual e à maturidade emocional, e não à fraqueza ou à falta de personalidade.

Os especialistas destacam que as pessoas que têm esse hábito reconhecem que seus conhecimentos prévios podem ser incompletos ou equivocados, sem sentir que sua identidade pessoal está sendo ameaçada. Além disso, priorizam a compreensão da realidade em vez de tentar manter uma imagem de perfeição diante dos outros.

Isso porque mudar o próprio discurso ou aquilo em que se acredita não significa necessariamente falta de personalidade ou contradição. Pelo contrário, essa atitude exige segurança suficiente para aceitar que uma nova informação, uma experiência ou uma conversa pode ter mudado a perspectiva inicial.

Por que as pessoas mudam de opinião em público? São pessoas que apresentam maior flexibilidade cognitiva e costumam avaliar diferentes perspectivas antes de tomar uma decisão definitiva.

Elas sabem que comparar fontes, analisar argumentos e distinguir evidências sólidas de afirmações chamativas pode ajudá-las a chegar a conclusões mais consistentes. Além disso, demonstram humildade intelectual, pois reconhecem que suas próprias opiniões podem estar equivocadas.

Uma pesquisa publicada na revista Personality and Individual Differences (DOI) encontrou uma relação entre flexibilidade cognitiva e humildade intelectual, especialmente no que diz respeito à disposição para modificar os próprios pontos de vista diante de novas evidências. Essas pessoas também apresentam boa inteligência emocional, pois costumam distinguir entre questionar uma ideia e questionar o valor de quem a expressa.

Essa diferença permite que aceitem críticas sem interpretá-las como ataques pessoais.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →