A derrota republicana nas eleições legislativas americanas pode dificultar os planos de Flávio e Eduardo Bolsonaro de liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. Na avaliação do editor José Benedito da Silva, o enfraquecimento de Donald Trump compromete uma estratégia apoiada na proximidade com seu governo e na expectativa de usar essa influência para interferir na política brasileira (este texto é um resumo do vídeo acima).
“Eu acho que eles vão ter que recalibrar um pouco isso aí”, afirmou no programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz, nesta sexta-feira, 6. Para o editor, o resultado eleitoral também coloca em discussão a força do trumpismo como referência para movimentos políticos de outros países, especialmente na América Latina.
Por que a perspectiva de poder importa para o trumpismo? José Benedito avaliou que a influência de uma liderança depende tanto do poder que exerce quanto da expectativa de preservá-lo ou ampliá-lo.
Segundo ele, a derrota de Trump enfraquece essa percepção e abre espaço para considerar uma alternância na Casa Branca daqui a dois anos. As polêmicas medidas de Donald Trump
Continua após a publicidade Na análise do jornalista, esse horizonte tem consequências para quem buscava no governo americano um ponto de apoio político.
O trumpismo perde parte de sua capacidade de funcionar como um “farol” internacional quando sua continuidade no poder passa a ser questionada. Como Rubio e Vance podem reagir ao resultado?
O editor mencionou informações que circularam durante a semana sobre um possível distanciamento de Marco Rubio em relação a Trump e suas políticas, tendo em vista a sucessão presidencial. Também citou a possibilidade de JD Vance adotar uma postura mais cautelosa para preservar suas chances eleitorais.
Tratou os movimentos como possibilidades, sem apresentar uma ruptura como definida. Continua após a publicidade
“Não adianta você achar que ficar colado à imagem do Trump vai te fazer viável eleitoralmente lá na frente”, afirmou. Para José Benedito, os postulantes à sucessão terão de demonstrar que podem oferecer algo diferente.
No caso de Rubio, isso teria repercussão particular na América Latina, pela importância que o editor lhe atribui na condução das políticas americanas para a região. O que muda para Flávio e Eduardo Bolsonaro?
José Benedito avaliou que a situação dos irmãos fica mais complicada se a estratégia de atuação no exterior dependia da força de Trump e do acesso ao seu governo. Um presidente politicamente enfraquecido altera o peso desse apoio e as expectativas em torno dele.
Continua após a publicidade Para o editor, a proximidade com a administração americana deixa, assim, de oferecer a mesma perspectiva de influência.
Se Flávio e Eduardo pretendiam recorrer ao “poderio de Trump” para promover algum tipo de intervenção no cenário brasileiro, terão de rever esse cálculo diante da nova realidade política nos Estados Unidos. VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima).
Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana. Publicidade
Notícias Veja