O Ministério Público (MP) Eleitoral pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barre a candidatura de Márcio Canella (União), deputado estadual eleito no primeiro turno das eleições no Rio de Janeiro. Em parecer enviado à Corte, o MP alega a existência de “provas suficientes” de que o político possui envolvimento com organizações criminosas.
Canella foi preso no último dia 15, na 8ª fase da Operação Unha e Carne, que apura esquema criminoso de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral (vice-PGE), Alexandre Espinosa, alega que o TSE tem entendimento consolidado no sentido de que políticos ligados a organizações paramilitares ou similares não podem participar da disputa eleitoral, independente de ter condenação transitada em julgado (em que não cabe mais recurso).
A Constituição Federal proíbe a influência desses grupos nos partidos políticos. O pedido do vice-PGE é para que o TSE reforme a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que havia liberado a candidatura sem ter acesso às provas do inquérito em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF).
O sigilo do processo foi retirado pelo STF só nesse mês, após a prisão do político.
Valor