Por Mateus RibeiroPostado em 22 de outubro de 2026 Lemmy Kilmister, que foi baixista, vocalista e líder do Motörhead por 40 anos, não era fã de políticos.
Seu desprezo pela classe pode ser conferido em um famoso vídeo, no qual o músico inglês fala de forma pouco elogiosa sobre os engravatados que deveriam, ao menos em tese, trabalhar em prol de melhorias para a sociedade. Há quem concorde com a posição de Lemmy a respeito dos políticos.
Esse não parece ser o caso de Moyses Kolesne, guitarrista da banda brasileira de death metal Krisiun. Moyses compartilhou em seu perfil do Instagram uma foto com uma estrela e o número 13, em alusão ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Na legenda da publicação, reproduzida abaixo, o músico criticou o bolsonarismo: "Bolsonarismo não é direita , é egocentrismo, uso ilícito do poder,manipulação da verdade.
Maquiavelismo, psicopatia funcional, narcisismo político, messianismo, falta de empatia [...]. "Quando confrontado por falhas ou escândalos, adota a postura de vítima de uma suposta perseguição do sistema, da imprensa ou de inimigos ocultos."
Nos comentários da publicação, Moyses mencionou Lemmy. O guitarrista, que se declarou fã do músico britânico, mandou um recado para quem "importa" o discurso do falecido frontman.
"Para os metaleiros que importam discursos como o de Lemmy Kilmister sobre política (sou muito fã dele também, não se enganem) - um homem branco, britânico, moldado pela realidade do Reino Unido -, vale lembrar: essa retórica não explica nem sustenta a vivência do brasileiro em sua maioria pardo, miscigenado, colono, inserido em um país subdesenvolvido, historicamente assolado pelo extrativismo e pela corrupção.
Importar esses discursos sem filtro expõe uma profunda dissimulação e dissonância cognitiva diante do vira-latismo e do falso estrangeirismo." Na parte final de seu texto, Moyses alertou para o que considera ameaças às conquistas sociais do Brasil.
"Hoje, essas conquistas voltam a estar sob grave risco diante do avanço do extremismo evangélico fundamentalista, de políticos associados a milícias, da corrupção, da entrega dos recursos patrimoniais e do desrespeito explícito aos territórios indígenas e nativos. O alerta é urgente: o Brasil precisa acordar enquanto há tempo", concluiu o guitarrista.
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