O político mexicano Cuauhtémoc Cárdenas, uma das principais referências históricas da esquerda do país, morreu nesta quarta-feira, aos 92 anos. A morte foi anunciada pela presidente Claudia Sheinbaum, que o homenageou como um homem que transformou a política mexicana.
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"Foi um homem de princípios firmes, que transformou a vida política do nosso país", escreveu Sheinbaum na rede social X. Candidato à Presidência em três ocasiões, Cárdenas foi o primeiro prefeito eleito da Cidade do México e fundou o Partido da Revolução Democrática (PRD), ao lado do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador (2018-2024).
Sheinbaum também integrou a legenda antes da criação do governista Morena por López Obrador. Eleição de 1988 marcou trajetória política
Na primeira candidatura presidencial, em 1988, Cárdenas perdeu para o então hegemônico Partido Revolucionário Institucional (PRI), em uma eleição disputada na qual a oposição denunciou irregularidades. Naquele ano, Sheinbaum publicou sua monografia de conclusão de curso e acrescentou, abaixo da data, a observação "ano em que Cárdenas venceu".
"Aquela histórica jornada eleitoral, na qual ele deveria ter sido reconhecido como presidente, marcou o início da transformação democrática", afirmou a presidente em sua mensagem de condolências. Filho de ex-presidente que nacionalizou o petróleo
Cuauhtémoc Cárdenas era filho do general Lázaro Cárdenas, presidente do México entre 1934 e 1940. O principal legado do pai foi a nacionalização da indústria petrolífera.
O deputado Ricardo Monreal, líder da bancada do Morena, também lamentou a morte do político. "Foi um homem íntegro, um democrata de convicções firmes e uma referência incontestável da esquerda mexicana", escreveu.
A bancada do PRI também manifestou pesar pela morte de Cárdenas. Ele havia militado no partido durante 25 anos antes de romper com a legenda e fundar o PRD.
O Globo