Médico realiza cirurgia com robô a 56 km de distância nos EUA

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Fonte da notícia: Noticias do Planalto Noticias do Planalto

Um médico realizou uma cirurgia usando um robô em um paciente localizado a 56 quilômetros em hospitais diferentes na Flórida, EUA. O procedimento foi feito em um domingo e consistiu na remoção da próstata de um homem de 66 anos com câncer.

Esta foi a primeira operação deste tipo entre duas unidades hospitalares americanas. Dr.

Vipul Patel, líder do Global Robotics Institute, operou remotamente desde o hospital AdventHealth Celebration, em Orlando, enquanto o paciente estava em outro hospital da mesma rede em Minneola. Através de um sistema robótico controlado à distância, ele manipulou os instrumentos cirúrgicos sem estar fisicamente presente no local da cirurgia.

Durante toda a operação, uma equipe médica acompanhou o paciente de perto. O cirurgião Marcio Moschovas esteve presente para auxiliar e intervir se necessário.

O hospital informou que o paciente está se recuperando bem. Como funciona a cirurgia robótica remota?

Na telecirurgia, médicos controlam robôs cirúrgicos conectados via redes de comunicação que ligam o profissional à sala de cirurgia, possibilitando procedimentos especializados mesmo que o cirurgião não esteja próximo fisicamente. Para esta cirurgia na Flórida, foi utilizado um sistema experimental chamado Toumai, desenvolvido pela MicroPort MedBot, que permite o controle remoto dos instrumentos usados na remoção da próstata.

Esta cirurgia faz parte de um estudo clínico autorizado pela FDA, que permite o uso da tecnologia em ambiente controlado para avaliação, sem ainda aprová-la para uso clínico amplo. Antes dessa operação, cerca de dez procedimentos experimentais similares foram feitos conectando hospitais em Orlando e em Luanda, Angola, separados por mais de 11 mil quilômetros.

Riscos e considerações da tecnologia A telecirurgia pode facilitar o acesso a especialistas, mas segurança e eficácia ainda são avaliadas.

Estudos analisam resultados clínicos, estabilidade das conexões, desempenho dos aparelhos e proteção contra possíveis ataques cibernéticos. Além dos riscos tradicionais da cirurgia de remoção da próstata, como sangramento, infecção, incontinência e disfunção erétil, a operação remota apresenta riscos adicionais, incluindo falhas técnicas e interrupções na conexão.

Por isso, a presença de uma equipe capacitada no local é essencial para garantir segurança caso ocorra algum problema técnico durante o procedimento. Dr.

Patel comentou que o estudo visa avaliar se essa tecnologia pode, no futuro, diminuir as barreiras geográficas no acesso a tratamentos especializados, destacando que a segurança, eficácia e desempenho continuam em avaliação. Cirurgias remotas internacionais

Meses antes, um procedimento semelhante foi realizado entre Londres e Gibraltar, onde um cirurgião operou remotamente utilizando um robô avançado com braços múltiplos e câmera 3D, com atraso mínimo nos comandos. Embora promissora, a telecirurgia ainda está em desenvolvimento, e o sucesso de cirurgias isoladas não garante que a técnica será amplamente adotada ou que oferecerá segurança consistente em diferentes situações.

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